Governo deve autorizar mistura de biodiesel ao óleo diesel

A secretária executiva do Ministério de Minas e Energia, Maria das Graças Foster, voltou a afirmar que o governo federal vai autorizar, a partir de novembro, a mistura de 2% de biodiesel ao óleo diesel comercializado nos postos de todo o país. Ao repr

  
  

A secretária executiva do Ministério de Minas e Energia, Maria das Graças Foster, voltou a afirmar que o governo federal vai autorizar, a partir de novembro, a mistura de 2% de biodiesel ao óleo diesel comercializado nos postos de todo o país.

Ao representar a ministra Dilma Rousseff no seminário “O Terceiro Choque do Petróleo”, ela afirmou que o governo tem plena consciência da importância da participação do petróleo e do gás na matriz energética brasileira, no PIB - Produto Interno Bruto, na arrecadação de impostos federais, estaduais e municipais e na geração de receita para o Brasil.

Sobre o tema do seminário, Maria das Graças enfatizou que a situação hoje é bastante preocupante do ponto de vista internacional, embora internamente o país caminhe para a auto- suficiência em 2006.

Segundo ela, os baixos patamares dos estoques estratégicos são uma diferença fundamental neste chamado terceiro choque do petróleo, se comparado a 1990.

`Naquela época, a demanda poderia estar sendo atendida em cerca de 8% a 10%. Hoje, o pulmão para a produção não atenderia a cerca de 3% dessa demanda. É uma situação bastante delicada.

Se hoje nós temos um consumo mundial de petróleo de 78 milhões de barris por dia, a disponibilidade de oferta-demanda chega, segundo os institutos que acompanham o desenvolvimento e o consumo de hidrocarbonetos a nível mundial, é de 80 milhões de barris. Isto significa que, a recomposição e a otimização desses valores colocados para o consumo são muito mais apertados que nos anos 90”, analisou.

A secretária lembrou que, enquanto as grandes potências mundiais trabalham e definem metas e estratégias para diversificar a matriz energética, buscando diversificá-la entre 10% e 20%, o Brasil já conta hoje em matriz enérgica com 41% de energias renováveis: 14% de hidroeletricidade e 27% de biomassa, além da participação cada vez maior da cana-de-açúcar: 12,6%. O petróleo, segundo ela, responde por 43% e o gás natural, por 7,6%.

`Estamos trabalhando para que nos próximos meses tenhamos o biodiesel complementando a matriz energética`, disse a secretária, acrescentando que provavelmente em novembro o governo autorize a adição de 2% do produto ao diesel do petróleo.

Ouvido sobre a possibilidade da Petrobras produzir biodiesel, o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, não descartou a possibilidade e admitiu que a estatal participa de um grupo de estudos sobre energias renováveis no Ministério de Minas e Energia.

“Sem deixar de observar as conveniências da estratégia empresarial da decisão, nós devermos seguir as instruções do ministério. A posição é a seguinte: é o governo federal que vai tratar as diretrizes do programa. A Petrobras pode analisar uma participação do ponto de vista empresarial”.

Costa lembrou que no Planejamento Estratégico da Petrobras está prevista a destinação de R$ 350 milhões à geração de energias alternativas. Ele não informou, porém, quanto estava reservado ao biodiesel.

Editais para a exploração de petróleo

O diretor-geral da ANP - Agência Nacional do Petróleo, Sebastião do Rego Barros, durante o seminário `O 3º choque do petróleo`, que grande parte da dívida externa do país é ainda conseqüência do segundo choque do petróleo.

Para ele, assim como foi responsável pelo surgimento da dívida o petróleo também poderá vir a ser a solução para os problemas econômicos internacionais decorrentes da alta dívida externa do Brasil.

`Não tenho dúvidas de que a 6ª rodada de negociação será coroada de êxitos e assim como o petróleo foi o responsável pela elevação substancial da dívida externa também poderá vir a ser a solução para o problema. Há uma grande procura por parte das empresas multinacionais pelos editais da 6ª Rodada de Licitações`, disse o diretor, anunciando que, concretamente, 28 empresas já se habilitaram junto à ANP, colhendo as informações geológicas sobre os mais de 900 blocos que estão sendo ofertados.

O diretor-geral da ANP informou que hoje se paga de US$ 8 a US$ 9 do preço total do barril de petróleo pelo risco político, em razão das incertezas provocadas em áreas de conflito nos principais centros produtores.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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