Ministério do Meio Ambiente lança livro sobre pesquisas no continente gelado

A ideia é disseminar os conhecimentos gerados por mais de cinquenta anos de pesquisas numa terra que, por tratado internacional, não pode ser propriedade de nenhum país do mundo.

  
  

Imagine um ar-condicionado suficiente para esfriar ou esquentar o clima de todo o planeta e principalmente da América do Sul e do Brasil. Pois ele já existe há 30 milhões de anos. É o continente antártico, o termômetro do planeta. Funciona regulando a temperatura e influenciando o nível do mar. O livro "Antártica - Bem Comum da Humanidade" - publicação do Ministério do Meio Ambiente que será lançado nesta quarta-feira (1º) às 9h30, no Auditório Guimarães Rosa, no térreo do MMA, com a presença do ministro Minc - traz explicações simples, em linguagem clara, sobre os mistérios do continente gelado.

A ideia é disseminar os conhecimentos gerados por mais de cinquenta anos de pesquisas numa terra que, por tratado internacional, não pode ser propriedade de nenhum país do mundo e recebe pesquisadores de várias nações. O Brasil participa delas há 25 anos, com a base da Ilha Rei George, uma das pontas do continente. Resultados do trabalho de várias equipes de cientistas brasileiros são listados na obra elaborada pela Coordenação Ambiental do Programa Antártico Brasileiro.

As imagens publicadas já seriam suficientes para justificar a edição primorosa. Elas dão uma ideia precisa da riqueza do continente gelado. Exploram descobertas arqueológicas, climatológicas, históricas e, é claro, a riqueza da fauna terrestre e marinha da Antártica. Mesmo assim, textos objetivos, em linguagem clara, esclarecem a importância de cada tema abordado, contribuindo para trazer mais luz aos problemas da Antártica, no Ano Polar Internacional (2007/2008).

São dados sobre os números colossais de uma faixa de terra de 14 milhões de quilômetros quadrados (16 Brasis), 98% coberta de gelo, onde o sol nunca se põe e a temperatura já chegou a -89 °C com ventos que podem soprar a 375 km/h. Um mundo onde o homem só pisa com a permissão da natureza, em períodos específicos do ano.

Reserva natural consagrada à paz e à ciência, pelo protocolo de Madri, do Tratado Internacional sobre Proteção ao Meio ambiente, em vigor de 1998, a Antártica vem tendo importância cada vez maior no cenário das mudanças ambientais globais. Ela é a região mais afetada pelo buraco na camada de ozônio, que causa seu derretimento das geleiras, com influências confirmadas no clima e na elevação do nível do mar. Nela se estudam os efeitos da poluição, o clima da terra em épocas remotas e as alterações recentes provocadas tanto pelo homem quanto pela natureza.

Fonte: MMA

  
  

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