Onde está o verde?

Líderes do G-20 ignoram solenemente a crise climática mundial

  
  
Atividade do Greenpeace realizada na Nova Zelândia durante o Dia de Ação Global sobre mudanças climáticas. O mundo pede ações urgentes.

O resultado do encontro do G20, que reuniu ontem (2/4) em Londres, líderes dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, deixou claro que não existe vontade política por parte da maioria dos governos para resolver as questões ambientais e promover o desenvolvimento sem comprometer o futuro do planeta. Em contrapartida, foi anunciado que bilhões de dólares serão injetados em um sistema econômico em ruínas. Os líderes do G-20 perderam, assim, a oportunidade ímpar de garantir a estabilidade ambiental do planeta.

"Os maiores emissores de gases de efeito estufa no mundo falharam ao não assumir o compromisso de construir um novo modelo econômico sustentável e eliminar suas emissões. Bilhões de dólares serão destinados ao FMI e ao Banco Mundial, mas não há dinheiro para o desenvolvimento de uma economia verde, com investimentos em serviços e tecnologias com emissão zero de gases de efeito estufa”, afirma Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace no Brasil.

É evidente o forte vínculo entre a economia e a sobrevivência do clima do planeta. A crise climática aumenta a probabilidade de migrações em massa, fome e extinções, o que resultará em quadros de pobreza permanentes dos países em desenvolvimento e numa diminuição do crescimento das principais economias globais.

Para o Greenpeace, os países ricos do G20 deveriam se comprometer a direcionar pelo menos 1% do seu PIB para o combate às mudanças climáticas. Em contrapartida, os demais se comprometeriam a acabar com suas emissões de carbono e investir em um futuro energético renovável.

No longo prazo, a economia só irá se recuperar se houver um combate às mudanças climáticas. Se os líderes não tomarem uma atitude urgente ainda este ano, os impactos das mudanças climáticas vão custar mais de 20% do PIB, incluindo as mortes e espécies em extinção de acordo com Nicholas Stern, ex-economista chefe do Banco Mundial. O valor é maior do que o registrado durante a Grande Crise Econômica e as duas Guerras Mundiais juntas.“A crise climática é tão real quanto a crise econômica e certamente será muito mais longa. Não há tempo a perder. Salvar o Planeta é agora ou agora.”, diz Furtado.

O Brasil como quarto maior emissor do planeta tem um importante papel nesta história: tem que zerar seu desmatamento e fazer uma revolução energética com energias renovável. Como parte dos esforços do Greenpeace para exigir dos governos ações concretas e urgentes, na quarta-feira (1/4), no Rio de Janeiro, ativistas penduraram uma faixa, na Ponte Rio-Niterói, de 50m x 30m, com a mensagem: “Líderes mundiais: o clima e as pessoas em primeiro lugar”.

Fonte: Greenpeace

  
  

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