Querida, Sumiram com a Biodiversidade!

Quase não existe menção à proteção da biodiversidade como benefício por e para reduzir as emissões de gases do efeito estufa do ser humano no planeta.

  
  

RED é uma cor. Agora, REDD é um pouco mais verde. De fato, REDD significa, na língua das negociações internacionais de mudanças climáticas, "Redução de Emissões do Desmatamento e da Degradação Florestal".

Em suma, quando se fala de REDD, trata-se de qualquer medida ou política governamental que possa reduzir as emissões oriundas do setor florestal, uma área na qual o Brasil é vergonhosamente destaque. No entanto, nas discussões sobre o tema, percebemos algo bastante curioso.

Quase não existe menção à proteção da biodiversidade como benefício por e para reduzir as emissões de gases do efeito estufa do ser humano no planeta. Ao não destacar este aspecto, abre-se um possível "buraco negro" que poderia ser aproveitado por pessoas pouco escrupulosas.

Por exemplo, poderia não haver salvaguardas contra projetos que substituem a mata nativa por florestas plantadas. Estas poderiam até trazer maiores reduções de emissões, mas a outros custos ambientais (como redução na polinização de culturas, oferta de água, reciclagem de nutrientes, etc.) igualmente importantes.

A vida no planeta é uma teia complexa de processos ambientais e é difícil (e mesmo perigoso) procurar tratar seus diversos elementos como aspectos distintos ou independentes. Ou ainda, "não podemos cobrir um santo descobrindo outro" e esperamos que os negociadores percebam isso o mais cedo possível.

Fonte: WWF

  
  

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