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Terra tem cicatrizes da ação humana, diz astronauta

Segundo o astronauta, as calotas polares da Terra parecem ter se derretido um pouco desde a última vez em que ele esteve em órbita, há 12 anos.

28 de Julho de 2009.
Publicado por Equipe EcoViagem  

Um astronauta canadense a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) disse no domingo (26) que as calotas polares da Terra parecem ter se derretido um pouco desde a última vez em que ele esteve em órbita, há 12 anos.

Bo Thirsk, que está há dois meses na Estação Espacial Internacional, disse que ele costuma ficar maravilhado ao olhar pela escotilha, particularmente quando vê a camada de atmosfera que envolve o planeta.

"É um véu finíssimo de atmosfera em torno da Terra que nos mantêm vivos", disse Thirsk numa teleconferência com jornalistas. "Na maioria das vezes que olho pela janela fico maravilhado. Mas há alguns efeitos da destruição humana na Terra também. Tenho a sensação de que as geleiras estão derretendo, a cobertura de neve das montanhas é menor do que era há 12 anos, quando a vi pela última vez. Isso me entristece um pouco."

Thirsk ficará mais quatro meses na Estação. Por enquanto, tem 12 colegas a bordo, mas os tripulantes do ônibus Endeavour parte na terça-feira (28), depois de instalarem mais algumas partes do complexo orbital de 100 bilhões de dólares, uma parceria de 16 nações.

Esta missão atual do ônibus espacial Endeavour junto à ISS tem sido marcada por alguns percalços. No sábado, um purificador de ar da estação quebrou, obrigando a Nasa a convocar controladores de voo adicionais para realizarem manualmente o procedimento.

"Não é algo que queríamos fazer em longo prazo, por causa do número de comandos que temos de enviar da Terra. Mas em curto prazo conseguimos deixar o sistema de remoção de dióxido de carbono funcionando a quase sua capacidade normal."

Um outro purificador deve ser enviado no próximo ônibus espacial, que tem lançamento previsto para agosto.

O Endeavour deve chegar na sexta-feira ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

Fonte: Ambiente Brasil

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