Nova tecnologia oferece método de diagnóstico preciso e sem resíduos poluentes

Os laboratórios e centros de diagnósticos do Brasil têm até março de 2004 para adequarem seus sistemas de tratamento de efluentes e dispensa de resíduos de saúde de forma a prevenir acidentes de trabalho e riscos ao meio ambiente. Isso é o que determina

  
  

Os laboratórios e centros de diagnósticos do Brasil têm até março de 2004 para adequarem seus sistemas de tratamento de efluentes e dispensa de resíduos de saúde de forma a prevenir acidentes de trabalho e riscos ao meio ambiente. Isso é o que determina a resolução no. 33 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa - de 25 de fevereiro de 2003.

A boa notícia é que já está disponível no mercado nacional uma linha de equipamentos de análise clínica diagnóstica à base de química seca que não produz resíduos líquidos, dispensando desta forma, o tratamento de efluentes.

Trata-se do Sistema Vitros, a única tecnologia de química seca, cujo dejeto produzido é um slide que pode ser facilmente autoclavado após o uso.Esta metodologia já é usada em muitos países, tais como Estados Unidos, França Alemanha, Espanha, Itália, Inglaterra, Portugal etc..

`Além da alta tecnologia e da segurança que este tipo de análise oferece, a química seca não exige equipe altamente especializada. Oferece também menor risco de contaminação, pois os reagentes, que são os slides, já vêm prontos. Para o paciente, o maior benefício é com relação a quantidade da amostra a ser analisada, apenas 10 microlitros”, explica a gerente de produto da Linha Vitros, da Johnson & Johnson Produtos Profissionais Estela Barão.

A tecnologia é validada pelo FDA - Food and Drugs Administration e, toda linha Vitros analisa mais de 60 parâmetros da bioquímica, cobrindo 95% da rotina da maioria dos laboratórios, para os principais exames, como colesterol, triglicérides, enzimas hepáticas, drogas terapêuticas, entre outros.

Segundo Estela Barão, no Brasil, são geradas, diariamente, cerca de 120 mil toneladas de resíduos urbanos sendo que, aproximadamente 2% são produzidos por estabelecimentos de saúde. Deste volume, 25%, aproximadamente, representam riscos.

`O sistema Vitros é um recurso fundamental neste contexto, além da questão custo e benefício, já que o investimento neste equipamento é muito similar ao da química líquida, porém, dispensa investimentos adicionais, como por exemplo, treinamento de mão-de-obra especializada, sistemas apropriado para a dispensa de resíduos líquidos e tratamento de efluentes e calibragem diária do equipamento,` ressalta Estela.

No Sistema Vitros, diz a gerente, a calibragem é realizada apenas duas vezes ao ano, enquanto que, no método convencional, isso deve ser realizado diariamente e toma um tempo médio de 15 a 20 minutos.

Outro diferencial é a elevada precisão do método por química seca. `Pelo sistema Vitros, o coeficiente de variação gira em torno de 1% a 2%, enquanto que na química líquida, este percentual sobe para índices maiores que 5%.

Além disso, o índice de repetição do exame para confirmação diagnóstica cai de 30% no sistema convencional, para apenas 10% a 5% na química seca`, considera a gerente.

O tempo para a realização do exame também é bem menor: dois a sete minutos, em média. Na química líquida, este tempo é superior a 10 minutos.

Tecnologia utilizada

A análise no sistema Vitros se dá por reflectância, cuja reação ocorre por meio da luz. Os reagentes ficam dispostos em multicamadas no slide e são aplicados em um suporte transparente de poliéster, do tamanho de um selo. Quando o líquido a ser examinado entra em contato com a química seca, ocorre uma reação em multicamadas.

A mostra é introduzida no equipamento e iniciado o processo químico, automaticamente. A luz é incidida diretamente à camada de suporte reativos e é transformada em leitura de voltagem.

A Johnson & Johnson Produtos Profissionais, empresa responsável pela comercialização exclusiva desta tecnologia, coloca à disposição dos clientes toda equipe de assistência científica para prestar serviços na área do treinamento e manuseio dos aparelhos, além do trabalho convencional de assistência técnica.

Benefícios oferecidos pela química seca

- Não utiliza água em nenhuma fase do processo de análise clínica.

- Dispensa o tratamento de efluentes

- Conta com a longa validade dos kits e proporciona baixas perdas

- O único dejeto produzido é um slide, que pode ser autoclavado após o uso

- Não exige o preparo de reagentes, portanto, oferece mais agilidade, mais segurança, menor risco de contaminação e muito mais precisão

- Possui calibração estável por seis meses e dispensa treinamentos intensivos

- Utiliza a menor quantidade de amostra coletada do mercado, porém, oferece a maior precisão

Fonte: Ketchum Estratégia Assessoria de Comunicação

  
  

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