O meio ambiente começa em casa

Economia de água e de energia elétrica, além do consumo consciente, tem impacto direto na conservação dos recursos naturais.Ambientalistas e cientistas chamam a atenção, demonstrando inquietação com a poluição e o desmatamento. Discursos e ações são c

  
  

Economia de água e de energia elétrica, além do consumo consciente, tem impacto direto na conservação dos recursos naturais.Ambientalistas e cientistas chamam a atenção, demonstrando inquietação com a poluição e o desmatamento.

Discursos e ações são completamente inúteis se uma mensagem não chegar à sua casa, seus vizinhos, ou mesmo pessoas que você não conhece e nunca encontrará na vida: todos, como consumidores de água, energia e de produtos fabricados a partir das matérias-primas extraídas da natureza, podem ser ativos na preservação do meio ambiente.

A própria origem da palavra ecologia, tão largamente associada à consciência ambiental, tem a ver com essa idéia de cuidados `caseiros` com a natureza. O termo `eco` vem do vocábulo grego `oikos`, que significa `casa`. Tanto faz se essa casa é o planeta ou o apartamento em que se vive.

Mas como cuidar do meio ambiente sem sair de casa? Na verdade isso é muito fácil de ser feito. E a preocupação ambiental de cada pessoa significa, em alguns casos, economia doméstica.A água é um dos recursos naturais mais fáceis de serem economizados.

Segundo estimativa da Sanepar - Companhia de Saneamento do Paraná, em média um quinto dos gastos residenciais é puro desperdício, em forma de uso irracional ou vazamentos. Isso significa que, se as pessoas tomassem alguns cuidados, poderiam economizar até 20% da conta no fim do mês.

No ano passado, o curitibano gastou em média 122 litros de água por dia. Mas, de acordo com a OMS - Organização Mundial da Saúde, com apenas 83 litros diários é possível ter uma vida saudável.

`Essa diferença (entre o que o curitibano gasta e o que é necessário) é uma mostra da cultura do desperdício`, diz a diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Maria Arlete Rosa.

Segundo ela, a população também deve se conscientizar de que a água é um recurso escasso e, mesmo em cidades com chuvas suficientes, como Curitiba (PR), as torneiras secarão se houver um consumo desenfreado e degradação ambiental.

Há estudos indicando que os mananciais da região metropolitana de Curitiba estarão com a capacidade de ampliação de abastecimento entre 2024 e 2050, dependendo do ritmo de crescimento populacional e de contaminação dos rios.A eletricidade também é um recurso que pode ser economizado dentro das casas.

Prova disso foi a experiência dos paranaenses durante a crise do apagão, que levou o Brasil a racionar energia de junho de 2001 a março de 2002. Mesmo estando fora da obrigação de participar do racionamento, o consumo residencial no Paraná voluntariamente caiu 3,3% no primeiro semestre de 2002 em relação aos primeiros seis meses do ano anterior.

A economia de energia é importante porque evita que seja necessário construir novas usinas hidrelétricas (que alagam terras) ou termelétricas (que poluem a atmosfera).

O diretor de comunicação do Greenpeace no Brasil, Reinaldo Canto, afirma ainda que é possível que o cidadão contribua para o meio ambiente como consumidor consciente, que compra produtos ambientalmente corretos.

Uma atitude que pesa um pouco no bolso. Mercadorias ecológicas, como alimentos orgânicos, móveis com madeira certificada e objetos feitos com materiais reciclados, geralmente são mais caras do que as convencionais. `Mas a preservação do meio ambiente é uma questão de consciência, não de preço`, afirma Canto.

Fonte: Gazeta do Povo/PR



  
  

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