Ongs cobram sustentabilidade social e ambiental na política energética do governo Lula

Organizações da sociedade civil, estiveram reunidas de 24 a 26 de abrilem Brasília-DF, para o encontro do FBOMS - Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, no Centro Cultural de Brasília. O objetivo do enc

  
  

Organizações da sociedade civil, estiveram reunidas de 24 a 26 de abrilem Brasília-DF, para o encontro do FBOMS - Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, no Centro Cultural de Brasília.

O objetivo do encontro foi o de discutir e encaminhar propostas concretas para a incorporação da sustentabilidade nas metas de desenvolvimento do país, a serem refletidas no PPA - Plano Plurianual 2004-2007, em elaboração pelo governo Lula.

As organizações e movimentos da Coalizão Rios Vivos e do Grupo de Trabalho Energia do FBOMS, preocupados com os aspectos socioambientais da política energética do novo governo, aproveitaram a oportunidade para a realização de audiências com os ministros integrantes do CNPE - Conselho Nacional de Política Energética e com parlamentares engajados nas questões de energia e desenvolvimento sustentável.

Segundo Lúcia Schild Ortiz, dos Amigos da Terra/Brasil, uma das coordenadoras do GT Energia, projetos como a usina nuclear Angra III e o complexo hidrelétrico de Belo Monte no rio Xingu ainda não foram descartados da pauta do CNPE, apesar do alto risco socioambiental que representam.

Para a ambientalista, `no PPA do novo governo, tais projetos deveriam ser riscados e substituídos por programas de eficiência e conservação de energia, a começar por projetos de repotenciação das usinas hidrelétricas com mais de 20 anos instaladas no país e de redução das perdas do sistema de transmissão a longas distâncias, os quais poderiam disponibilizar o equivalente à energia produzida por Itaipu para residências, estabelecimentos industriais e comerciais, e aos cerca de 20 milhões de brasileiros sem energia`.

Conforme Alcides Faria, Secretário Executivo da Coalizão Rios Vivos `o governo deve rever a posição de manter uma política energética arcaica baseada em mega-empreendimentos de geração e distribuição de energia, os quais podem implicar em sérios danos sociais e ambientais, especialmente na Amazônia`.

Na opinião do Secretário da Coalizão, o Brasil não pode abrir mão da oportunidade de ser tornar uma liderança entre os países em desenvolvimento no alcance das metas de participação das novas fontes renováveis de energia, como a biomassa, a energia eólica e a energia solar, `pois representam fontes de energia e geração de emprego de forma descentralizada, e o potencial natural do país e a viabilidade técnica e econômica destas fontes já estão comprovados`.

Fonte: Ass. Imprensa do Núcleo Amigos da Terra Brasil

  
  

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Gaspar alves

Gaspar alves

20/01/2009 12:30:57
Sou Estudante de Gestão Ambiental, 3 semestre gostaria de informações de como conseguir um estágio sem fim lucrativos.