Ongs pedem nova política florestal a Lula

Cerca de 800 entidades ambientalistas,sócio-ambientais e movimentos sociais enviaram hoje carta ao Presidente Luis Inácio Lula da Silva manifestando preocupação com os possíveis impactos ambientais e sociais de uma ampliação das áreas de florestas plantad

  
  

Cerca de 800 entidades ambientalistas,sócio-ambientais e movimentos sociais enviaram hoje carta ao Presidente Luis Inácio Lula da Silva manifestando preocupação com os possíveis impactos ambientais e sociais de uma ampliação das áreas de florestas plantadas no Brasil.

No documento, as entidades pedem ao governo que promova uma ampla discussão que leve à definição de uma política para florestas plantadas, evitando o aumento do desmatamento em áreas de Mata Atlântica e de Cerrado, entre outras consequências.

A carta, assinada pelo Grupo de Trabalho de Florestas (GT Florestas) do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais, é uma resposta à proposta enviada recentemente ao Governo Federal por empresas do setor florestal.

A proposta das empresas prevê a expansão desse tipo de plantio de 5 para 11 milhões de hectares em todo o País. As florestas plantadas utilizam espécies que não são brasileiras, como o Pinus (pinheiros de vários tipos) e eucalipto, cobrindo vastas áreas com verdadeiras monoculturas que substituem a flora nativa, com conseqüentes impactos para a fauna, os recursos hídricos e a qualidade dos solos, entre outros.

Tais plantações também podem gerar impactos sociais e econômicos indesejados, com reflexos sobre a concentração fundiária, a oferta de empregos e a produção de alimentos.

As organizações não-governamentais lembram na correspondência que restam somente 7% da Mata Atlântica e 30% do Cerrado originais, e uma expansão da plantação de florestas para fins comerciais sem a definição de critérios poderá afetar ainda mais ecossistemas já bastante comprometidos.

Tal política é fundamental para orientar a aplicação do
empréstimo destinado ao setor florestal que está sendo negociado pelo Governo Brasileiro junto ao Banco Mundial, entre outras ações.

Para maiores informações: (61) 364.7480

Fonte: WWF-Brasil

  
  

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