ONU e Governo Federal em parceria para preservar recursos hídricos do País

Salvação para as águas! Em parceria com a ONU, governo federal elabora relatório e propõe ações para preservar recursos hídricos do País O desafio de melhorar o aproveitamento de recurso

  
  

Salvação para as águas! Em parceria com a ONU, governo federal elabora relatório e propõe ações para preservar recursos hídricos do País

O desafio de melhorar o aproveitamento de recursos hídricos passa por questões muito próximas. Às margens das represas Billings e Guarapiranga, por exemplo, vivem atualmente 1,8 milhão de pessoas. Todas em moradias irregulares, que ameaçam a qualidade das águas que abastecem a grande São Paulo, com despejo de esgoto e lixo sem qualquer tipo de tratamento.

Tais famílias, no entanto, dificilmente vão sair de lá. Estimativas mostram que, para transferir o grupo, seria preciso R$ 13,5 bilhões. "É preciso encontrar alternativas para reduzir o impacto na área e evitar que fenômenos como este ocorram em outras regiões", diz o consultor da Agência Nacional de Águas, Francisco Lobato, um dos autores do relatório GeoBrasil, divulgado ontem em Brasília.

O trabalho, conduzido pela Agência Nacional de Águas, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e Ministério do Meio Ambiente faz uma análise do aproveitamento dos recursos hídricos no País, traça um perfil dos principais problemas e aponta su-gestões para evitar que problemas como o de São Paulo se multipliquem em outros centros urbanos. Um risco grande, sobretudo diante da tendência crescente de urbanização.

O diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, veio ao Brasil para participar do lançamento do relatório. A cerimônia ocorreu pouco depois de um encontro entre Steiner e o presidente Lula.

O GeoBrasil retrata o problema da lentidão em realizar transformações significativas e alerta para a grande desigualdade de acesso. Apesar de ter água suficiente para atender 57 vezes a demanda atual do País, hoje um número significativo de pessoas, habitantes da região do semi-árido, não tem acesso re-gular à água.

Fonte: Da Agência Estado, de Brasília | Diário da Manhã - GO

Data: 6 de março de 2007 Assessoria de Comunicação – ANA
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