Os resíduos agrotóxicos são altamente poluentes e contaminadores

A cada ano, são produzidas no Brasil cerca de 130 milhões de embalagens e consumidas mais de 27 mil toneladas de embalagens de defensivos agrícolas. O Ministério Público alerta que o descarte inadequado e a reutilização desses recipientes causam dano

  
  

A cada ano, são produzidas no Brasil cerca de 130 milhões de embalagens e consumidas mais de 27 mil toneladas de embalagens de defensivos agrícolas.

O Ministério Público alerta que o descarte inadequado e a reutilização desses recipientes causam danos ao meio ambiente, com a contaminação de rios, solos, além de afetar a saúde pública, uma vez que os resíduos agrotóxicos são altamente poluentes e contaminadores.

Aprovada em 2000, a Lei 9.974 normatiza a destinação de embalagens vazias de produtos fitossanitários. O texto, regulamentado por decreto em 2002, é único no mundo e determina que todos os participantes da cadeia produtiva de defensivos agrícolas têm responsabilidade compartilhada na destinação final.

O descumprimento da lei é considerado crime ambiental, que pode levar a pena de dois a quatro anos de reclusão e acarretar em multa que varia em torno de 3.100 Ufir’s (R$ 4.626,44).,

Buscando orientar os produtores rurais a dar o destino final correto às embalagens vazias de agrotóxicos, o Grupo Agroquima (Goiânia/GO) vem realizando uma grande campanha de conscientização no Centro-Oeste e parte do Sudeste.

Através de folhetos alusivos, os produtores entendem suas responsabilidades e recomendações em relação ao tema e conhecem a localização exata dos diversos Postos de Coleta patrocinados pela Agroquima que estão
espalhados pelos Estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins.

Uma das principais recomendações refere-se à tríplice lavagem. Segundo dados do inpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias ,esta medida diminui de 0,3% para 0,0001728%, em média, os resíduos na embalagem, tornando desprezíveis os riscos de contaminação.

A tríplice lavagem ainda oferece uma vantagem econômica: o produtor pode aproveitar totalmente o conteúdo da lavagem, pois a calda restante é despejada novamente nos tanques para pulverizar suas lavouras.

Segundo João César Rando, Presidente do inpEV, a campanha da Agroquima leva orientação correta ao usuário final, reforçando como o agricultor deve preparar a devolução das suas embalagens e destacando a necessidade de se realizar a tríplice lavagem ou a lavagem sobre pressão de forma apropriada.

“Isto é de fundamental importância para o sucesso do programa. Todos os elos da cadeia precisam estar irmanados neste objetivo e contar com a ajuda da fiscalização - em um primeiro momento, na forma de orientação -, para assegurar que de fato o processo seja bem feito”, avalia Meneguel.

Seja pela participação de sua Diretoria dentro das entidades de classe a que pertence, mais especificamente, a ANDAV – Associação Nacional dos Distribuidores de Defensivos Agrícolas e Veterinários, ou pela sua ativa participação na formação das Associações Regionais de Revendedores, que fazem a gestão das unidades de recebimentos (Postos ou Centrais), a Agroquima tem sido uma grande parceira não somente do inpEV, mas de toda a cadeia produtiva agrícola.

“A Agroquima, como uma empresa líder no seu mercado de atuação, também exerce uma liderança positiva na implantação do sistema de recebimento das embalagens dentro da sua região de comercialização”, explicou João César Rando.

De acordo com o inpEV, em 2003 foram retiradas do meio ambiente 7.855 toneladas de embalagens vazias (um crescimento de 108,5% em relação ao ano anterior). Somente o Estado de Goiás passou de 190 toneladas de embalagens retiradas em 2002 para 700 toneladas em 2003, representando um crescimento de 268%.

Este volume já representa 44% do total de embalagens comercializadas no Estado (índices acima de países do primeiro mundo). Já em 2004, foram retiradas 91 toneladas contra 32 toneladas no mesmo período em 2003, número que representa um volume três vezes maior.

SERVIÇO - Relação de postos de coleta

Goiás

Catalão – Rod. GO-230, Km 12 (sentido Catalão – Goiandira).Cristalina – Rod. BR-050, Km 108, s/nº.

Goianésia – Rod. GO-080, Km 6, Aterro Sanitário.

Goiânia – Rod. GO-020, Km 5,5 (à esquerda no sentido Goiânia/Bela Vista).

Luziânia – BR-040, Km 36 (sentido Brasília, à direita, mais 25 Km pela GO-010, sentido GO-436 – entroncamento Fazenda Onça – Luziânia).

Mineiros – BR-364, Km 314.

Morrinhos – Rod. GO-476, Km 13, Aterro Sanitário.

Rio Verde – BR-452, Km 11, Aterro Sanitário (sentido Rio Verde/Itumbiara).

São Miguel do Araguaia – Projeto de irrigação Luiz Alves.

Vianópolis – Fazenda Santa Rita, It. 01, Aterro Sanitário.

Minas Gerais

Araguari – Rod. BR-050, Km 42, Fazenda Retiro Velho (sentido Araguari/Uberlândia).

Araxá – Distrito Industrial II, It. 08, s/nº.

Ibiá – em construção.

Monte Carmelo – Rod. MG-190, Km 4.

Paracatu – Estrada do Entre Ribeiros, Km 1, Aterro Sanitário.

Patos de Minas – Rua Ouro Branco, 1055, Dist. Industrial II (próximo à Colônia Penal).

Patrocínio – Aterro Sanitário.

São Gotardo/Rio Paranaíba – Estrada da Agroalpa, Km 1, It. 01, Distrito Industrial Caramuru.

Uberaba – Rua 2, nº 260, Distrito Industrial II.

Uberlândia – Av. Espanha, 855, Bairro Tibery.

Mato Grosso

Primavera do Leste – Rod. MT-130, Km 4.

Tocantins

Araguaína – Aterro Sanitário

Fonte: Xclusive Press

  
  

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