Pequenas Centrais Hidrelétricas poderão atrair R$12bilhões para o país

A construção de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) ao longo dos próximos cinco anos, poderá resultar em investimentos de até R$ 12 bilhões no Brasil. A afirmação é de Ricardo Pigatto, presidente da Associação Brasileira dos Pequenos e Médios Produtore

  
  

A construção de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) ao longo dos próximos cinco anos, poderá resultar em investimentos de até R$ 12 bilhões no Brasil. A afirmação é de Ricardo Pigatto, presidente da Associação Brasileira dos Pequenos e Médios Produtores de Energia Elétrica (APMPE), que trabalha com a perspectiva de instalação de mais 4 mil megawatts (MW) de capacidade geradora até 2009.

Por trás da estimativa estão 14 mil MW de potencial hidráulico já inventariados e ainda não aproveitados por usinas do tipo PCH.

Grandes projetos hidrelétricos, com reservatórios inundando vastas áreas, serão uma opção cada vez mais restrita para geração de energia no Brasil, na avaliação de Felix Alberto Farret, professor titular da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul.

“Estamos raspando o fundo do tacho: a tendência é de que comecem a se exaurir as possibilidades de aproveitamento em grande escala das fontes hidráulicas”, explica Farret.

Entre as vantagens oferecidas pelas PCHs, o professor cita a possibilidade de instalação de indústrias em áreas afastadas dos grandes centros urbanos e a redução das perdas com transmissão da eletricidade, freqüentes em cidades que ficam no fim das redes.

“É preciso lembrar que o aproveitamento hidráulico de pequenos cursos d’água nem sempre é possível durante todo o ano”, acrescenta Farret, destacando a necessidade eventual dos consumidores de contar com outras fontes de energia.

De acordo com o presidente da APMPE, há cerca de quatro mil MW em projetos de PCHs autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica(Aneel).Desse total,aproximadamente metade já possui Licença de Instalação Ambiental (LI).

“Esses empreendimentos devem sair do papel nos próximos dois a três anos”, esclarece Pigatto. “A grande vantagem, no caso das PCHs, está no fato de não haver risco regulatório. Já existe uma legislação para as pequenas centrais hidrelétricas”, lembra ele.

Além do menor impacto ambiental, Pigatto chama a atenção para o reduzido custo social da instalação das PCHs.

“Grandes reservatórios implicam na movimentação das famílias que ocupavam a área”, argumenta. De acordo com dados da Aneel, as pequenas centrais hidrelétricas respondem atualmente por 1,37% do parque gerador brasileiro, num total de 1.206 MW.

Fonte: Dep.Com.Eletrobrás

  
  

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