Pequenos agricultores poderão se beneficiar com sistema de conversão de óleo vegetal em diesel

Os pequenos agricultores e produtores de soja e dendê de regiões do Brasil em que o acesso ao diesel é complicado poderão, em breve, se beneficiar com o novo sistema de conversão de óleo vegetal em diesel que a Universidade de Brasília (UnB) e a Empresa B

  
  

Os pequenos agricultores e produtores de soja e dendê de regiões do Brasil em que o acesso ao diesel é complicado poderão, em breve, se beneficiar com o novo sistema de conversão de óleo vegetal em diesel que a Universidade de Brasília (UnB) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão desenvolvendo.

O professor e pesquisador da UnB, Joel Rubin, falou sobre o protótipo de uma máquina de conversão que ajudou a desenvolver junto com outros pesquisadores. O objetivo é levar autonomia energética aos produtores, e dar-lhes condições de obter de seus próprios produtos. O diesel barateia os custos da produção.

Segundo Rubin, a máquina faz a conversão por meio de um processo de craqueamento. O processo consiste em pegar cadeias de moléculas de carbono muito grandes e quebrá-las em moléculas menores com as mesmas propriedades físico-químicas do óleo diesel.

Joel Rubin explicou que a máquina é capaz de converter em óleo diesel, também os óleos vegetais que foram usados para frituras em cozinhas de restaurantes e lanchonetes. Isso poderá reduzir o valor pago pelas empresas para que indústrias queimem esses resíduos como combustível, que é de cerca de R$ 1,30 por litro.

“Esse avanço irá diminuir o grande problema da distribuição de combustíveis à base de petróleo em regiões como Nordeste, Norte e Centro-Oeste”, afirmou Rubin. Joel Rubin informou que o protótipo custou cerca de R$ 3,7 mil.

Segundo ele, o próximo passo da Embrapa, é instalar duas unidades de craqueamento de óleo vegetal: uma na Embrapa Amazônia Legal, que converterá o óleo de dendê em diesel, e outra na Embrapa Cerrados, que converterá grão e farelo de soja, com possibilidade também para o óleo.

Os processadores devem estar em totais condições de funcionamento em seis meses, e abastecerão os veículos e máquinas agrícolas dos dois centros, além de servirem como unidades de demonstração.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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