Pesca pode acabar em até 5 anos na costa paraense, estima Ibama

A pesca no Pará está fadada a ficar economicamente inviável em um prazo que varia de três a cinco anos. A estimativa nada otimista é do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e foi apresentada na quarta-feira (24/

  
  

A pesca no Pará está fadada a ficar economicamente inviável em um prazo que varia de três a cinco anos. A estimativa nada otimista é do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e foi apresentada na quarta-feira (24/11), em Brasília (DF), durante a audiência sobre “Política Pesqueira da Amazônia”.

Responsável por 17,5% da produção pesqueira nacional, cuja marca anual é de seis mil toneladas, o Pará é o maior produtor brasileiro no setor.

A atividade predatória, no entanto, tem gerado discussões acerca da pesca industrial e da artesanal. Foi este fato que levou a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados a requerer a audiência pública.

O debate reuniu representantes do Ibama, da indústria pesqueira e dos pescadores artesanais. Um dos temas mais abordados foi a pesca do pargo.

“O mercado tem que se adaptar a outras culturas e o impacto na região será não só ambiental, mas social”, avalia o presidente da Cooperativa Mista dos Armadores de Profissionais de Pesca de Bragança, Claudio Botelho. Ele refere-se à questão do tamanho do peixe pescado atualmente e à necessidade de um prazo para que se elabore um sistema de adequação.

Segundo Botelho, os temas a serem discutidos devem ser prazo, tamanho e ordenamento. Isso porque, segudo o Ibama, o pargo deve ser pescado com, no mínimo, 41,5 centímetros de tamanho, que é quando o peixe atinge a maturidade para procriação. O órgão federal, porém, avalia que os pargos têm sido pescados com 35 centímetros, o que revelaria que 80% dos pargos capturados no Pará estão com tamanho irregular.

Para o chefe do centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Norte do Ibama, Ítalo Araruna Vieira, “temos que discutir o tema com os demais estados pesqueiros para que se chegue a um consenso”.

A busca de alternativas, neste caso, envolve desde o Amapá até a Foz do Oiapoque. O Ibama propõe que se faça um Termo de Ajuste de Conduta, visando evitar um “colapso empresarial na pesca do pargo”.

A Região Amazônica ganha destaque especial na produção brasileira. A cada ano, são pescados um milhão de tonelada de peixes no país. Pelo menos 280 mil toneladas vêm da Amazônia, o que representa 30% da produção nacional. O diretor do Cepenor - Centro de Pesquisa do Norte, Ivanildo Pontes, estima que, só no Pará, saem ilegalmente 100 toneladas de pescados ao dia. Ele aponta que 30% destes peixes irregulares vêm da indústria pesqueira e o restantes é proveniente da pesca artesanal.

Para minimizar este impacto ambiental, o presidente da Federação dos Pescadores do Estado do Pará, Orlando Lobato, afirma a “necessidade de campanhas de orientação e preservação à pesca artesanal e ao meio ambiente”.

Para isso, Lobato propõe a criação de uma agenda positiva entre todos os organismos envolvidos: indústria, pescadores artesanais e órgãos ambientais.

Sem voz ativa na audiência, porém não menos participativos, estavam os próprios pescadores. Além do pargo e do piramutaba (exportado para os Estados Unidos como cat fish), o caranguejo também representa fonte de renda para muitos paraenses.

De acordo com o presidente da Colônia de Pescadores Z4, de São Caetano, Manoel Domingos Albuquerque, “os pescadores estão mesmo é à mercê dos atravessadores”.

Fonte: Amazônia Org

  
  

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Zaira monikk

Zaira monikk

09/01/2009 16:56:01
Sou formada em Biologia pela UFPA de Bragança onde morei por 4 anos.Hoje moro na cidade de Salinas, e o que vejo saõ problemas relacionados a questao da conscientização dos próprios pescadores. Falta na verdade união e organização das colônias de pescadores e outros orgãos em que eles próprios tomam conta. Pra se ter uma idéia aqui em salinas nem existe secretaria de Pesca, Esse ano de 2009 que está sendo realmente criada. Coisas desse tipo deveriam ser pressionadas pelos próprios pescadores pra serem criadas.

Silvia Constancia

Silvia Constancia

21/11/2008 17:03:03
Bom dia gostaria de saber mais sobre a pesca do municipio de Viseu- Pará

Salomão fernandes

Salomão fernandes

23/09/2008 13:39:09
sou o salomão fernandes, e sou de marapanim na costa nordeste do pará, acho que falar em acabar as industria de pesca não é por ai, como fica todos os trabalhadores dessas industria?, segundo o governo criou o ministerio da pesca, que ainda não disse a que veio, há por parte do governo muita propaganda de investimento no setor, mas pra nos pescadores artezanais este dinheiro não chega, não so por culpa do governo, muitas das vezes por incopetencia de quem dirige as colonias de pescas e sindicatos, nos aqui em marapanim estamos partindo para criar cooperativas de pescadores artezanais, mais nos preucupa a Burocracia dos Bancos de fomento, sou filho de Bragança mais ja estou em marapanim há mais de 20 anos, ja pesquei da foz do farol do Buzuganga em Braganca até a montanha do Oyapoque em macapa, o que falta e investimento para os pescadores, quendo o Ibama cria o defeso, o pescador para de trabalhar e o dinheiro do governo so chega dois meses depois, como se sobrevive 2 meses sem dinheiro? acho que falta é fiscalização por parte das autoridaes da area, e a concientização de empresarios e trabalhadores e do governo, pois esta fauna acompanhante poderia ser recebida em alto mar e matar a fomes de seres humanos no Brasil e no Mumdo,

Alberto Salame

Alberto Salame

22/08/2008 07:36:33
O problema só vai ter solução se houver intensi-
ficação de campanhas educativas,se respeitar o período de defeso,limitar a quantidade de espécies pescadas di-
minuindo o período permitido à pesca estimular a criação
em cativeiro,tanques rede e etc...e principalmente a me-
dida mais importante de todas que é PROIBIR DE MANEIRA
DEFINITIVA a pesca de arrasto seja para peixes seja pa-
ra camarão dessa maneira não se mata a flora acompanhan-
te nem os juvenis,nem se afugenta as espécies do seu ha-
bitat pelo barulho das maquinas e movimento das redes.