Pesquisa comprova viabilidade do cultivo da seringueira no Estado do Rio de Janeiro

A Embrapa Solos (Rio de Janeiro/RJ, centro de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, concluiu o zoneamento da cultura da seringueira para o estado do Rio de Jane

  
  

A Embrapa Solos (Rio de Janeiro/RJ, centro de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, concluiu o zoneamento da cultura da seringueira para o estado do Rio de Janeiro.

Esse trabalho demonstra quais áreas do estado apresentam condições ideais para o cultivo satisfatório dessa árvore.

A Embrapa Solos decidiu investir nesta pesquisa porque a seringueira e o látex passaram a ser computados internacionalmente como uma das possíveis commodities ambientais da primeira metade do século XXI. Ou
seja: a cultura tem potencial de participar do futuro mercado de carbono; agregando valor à matéria-prima vegetal.

No zoneamento são excluídas as áreas de proteção legal e as unidades de conservação e proteção integral, que ocupam 5,98% do território fluminense. Também são excluídas unidades de conservação de uso sustentável, vegetação florestal de mata atlântica e remanescentes de
restinga.

Baseado em atributos de clima e de solo, levando em consideração o risco de doenças e utilizando como base o mapa de solos do estado, na escala 1:250.000, elaborado pela própria Embrapa Solos, o Rio tem 25% de áreas
aptas ao cultivo da seringueira.

Já 24% do território apresenta ligeiras restrições à cultura da seringueira (falta ou excesso de chuva, ameaça de doenças das folhas, solo muito compactado e relevo muito ondulado).

Na década de 80 aconteceram os primeiros plantios de seringueira no estado. No entanto, as áreas que foram selecionadas (norte e noroeste fluminense) levaram-se em consideração apenas fatores climáticos, sem dar a devida atenção para as limitações impostas pelo solo e doenças.Naquela ocasião foram implantados aproximadamente 260 hectares.

“O atual zoneamento, realizado pela Embrapa Solos, foi baseado em parâmetros de solo, clima e risco de doenças, principalmente foliares”, afirma a pesquisadora Ciríaca Santana do Carmo da Embrapa Solos.

As melhores áreas no estado para plantio da seringueira são: Vale do Paraíba (Paty do Alferes, Vassouras etc.), divisa de Minas Gerais (Cantagalo, Cordeiro) e parte do noroeste fluminense, na fronteira com o Espírito Santo (Varre e Sai).

O lançamento do mapa ocorreu no dia 25 de junho, como parte do seminário Heveicultura no Estado do Rio de Janeiro: Revitalização dos Seringais Existentes e Perspectivas, na sede da FIRJAN.

O mapa foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e tem como parceiros a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro) e a Federação das
Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Fonte: Comunicação Social Embrapa Solos

  
  

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