Pesquisadores descobrem nova espécie de peixe primitivo

A descoberta de uma nova espécie de quimera (peixe do grupo das raias e tubarões), traz à tona o quanto a fauna de grandes profundidades do Brasil é ainda desconhecida. O trabalho foi desenvolvido pelos pesquisadores Jules Soto (curador do Museu Ocean

  
  

A descoberta de uma nova espécie de quimera (peixe do grupo das raias e tubarões), traz à tona o quanto a fauna de grandes profundidades do Brasil é ainda desconhecida.

O trabalho foi desenvolvido pelos pesquisadores Jules Soto (curador do Museu Oceanográfico da Univali - Universidade do Vale do Itajaí) e Carolus Vooren (Professor da FURG), que divulgaram a descoberta através de publicação científica a sair na Revista Internacional `Zootaxa`.

De acordo com JS é a primeira espécie nova de quimera descrita em toda a costa atlântica da América do Sul.Um verdadeiro fóssil vivo, cujos ancestrais possuem cerca de 350 milhões de anos e que nos últimos 150 milhões de anos pouco evoluiu.

Foram capturados 21 exemplares, entre 400 e 750 metros de profundidade, que serviram para embasar a descrição, todos foram depositados no Museu Oceanográfico da Univali.

A espécie foi batizada de Hydrolagus matallanasi, em homenagem ao ictiólogo espanhol Jesus Matallanas. A importância não está apenas na descoberta da espécie em si, mas também no fato desta preencher uma lacuna na rede evolutiva do grupo como um todo, como foi ressaltado pela Dra. Dominique Didier, pesquisadora da Academia de Ciências da Filadélfia, considerada a maior especialista no tema e revisora do trabalho.

A coleção de peixes cartilaginosos (tubarões, raias, quimeras e peixes-bruxa) do Museu Oceanográfico da Univali é a maior e mais completa da América Latina, tendo saído daí a maioria das espécies novas brasileiras destes peixes, considerada coleção de excelência pelos órgãos de pesquisa federais. Esta nova descoberta vem certificar mais uma vez esta condição.

Fonte: CTTMAR/Univali


  
  

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