Planta brasileira atrai interesse de pesquisadores alemães

Um grupo de 15 pesquisadores alemães, da Universidade de Tumdbigen, encerrou no domingo (24/8), a semana de trabalho no Núcleo de Pesquisas Ecológicas de Macaé (Nupem), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que vem registrando avanços no estud

  
  

Um grupo de 15 pesquisadores alemães, da Universidade de Tumdbigen, encerrou no domingo (24/8), a semana de trabalho no Núcleo de Pesquisas Ecológicas de Macaé (Nupem), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que vem registrando avanços no estudo da Clusia hilariana, planta capaz de absorver grandes quantidades de gás carbônico da atmosfera, por meio da fotossíntese.

A visita é parte de parceria firmada pela UFRJ com instituições estrangeiras que dominam técnicas especiais para avaliar o fenômeno.

A espécie, popularmente conhecida como abaneiro da praia, é encontrada em poucas regiões brasileiras e, no Rio de Janeiro, sua concentração ocorre no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, que abrange os municípios de Macaé, Carapebus e Quissamã.

A área de proteção ambiental foi criada em l998, depois que os cientistas constataram a importância da planta para o controle ambiental.

O estudo desperta interesse da comunidade científica internacional, que busca formas de combater o efeito estufa, causado pelo excessivo lançamento de poluentes na atmosfera, o que eleva progressivamente a temperatura da Terra.

A pesquisa realizada no Nupem é liderada pelo professor Fábio Scarano, do Instituto de Biologia, e já chegou ao estágio de classificar a Clusia hilariana como “indicativo útil” na absorção de gás carbônico da atmosfera.

Segundo o diretor do núcleo, Francisco Esteves, o trabalho científico requer o aprofundamento de todas as possibilidades da planta, até que se chegue a uma conclusão.

Ele chama a atenção para a necessidade de preservação dos ecosssistemas, que são ricos em possibilidades de solução para vários problemas ambientais e de saúde, principalmente no caso de Macaé, que é mais conhecida pela riqueza do petróleo, mas também deve buscar o crescimento sustentável.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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