Polícia Federal entra nas investigações sobre as mortes no Zoológico de SP

A Polícia Federal iniciou nesta semana uma investigação para tentar desvendar o mistério das mortes de animais no Zoológico de São Paulo. Desde o dia 24 de janeiro, 61 bichos morreram vítimas de envenenamento por fluoracetato de sódio, substância usada em

  
  

A Polícia Federal iniciou nesta semana uma investigação para tentar desvendar o mistério das mortes de animais no Zoológico de São Paulo. Desde o dia 24 de janeiro, 61 bichos morreram vítimas de envenenamento por fluoracetato de sódio, substância usada em raticidas e que tem a comercialização proibida no país.

Entre os animais mortos estão alguns ameaçados de extinção. Morreram 42 porcos-espinhos, três chimpanzés, três antas, quatro dromedários, uma elefanta, um bisão, um orangotango, dois macacos caiarara e quatro micos-leões-dourados.

De acordo com o delegado Wagner Castilho, porta-voz da Polícia Federal, a investigação ficará a cargo da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico.

Castilho afirma que a PF só entrou agora nas investigações porque há um `conflito de atribuições` e que efetuará uma investigação paralela à que já ocorre. O primeiro contato com a direção do zôo já foi realizado.

`Como está havendo maiores dificuldades para apurar o caso, viemos para somar ao trabalho da Polícia Civil. Não entramos no caso para competir com ninguém, mas para ajudar, já que animais continuam morrendo`, afirmou.

Mortes

Dos 61 animais mortos até o momento, 48,sendo 42 porcos-espinhos,estavam em área restrita do parque. Por isso, tanto a direção do zôo quanto a Polícia Civil descartam a hipótese de envenenamento acidental.

A segurança foi reforçada em todo o parque. O zoológico chegou a afastar 15 funcionários que trabalhavam na área de alimentação dos animais. Segundo Paulo Bressan, diretor da Fundação Parque Zoológico, eles não foram afastados por suspeita, mas para remodelar o sistema
de segurança.

O delegado Clóvis Ferreira de Araújo, chefe da unidade de inteligência do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), fechou o cerco em oito suspeitos.

Fonte: Folha on Line

  
  

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