Portos brasileiros estão em área de preservação

Em audiência pública no dia 10/9, na Subcomissão dos Portos da Câmara dos Deputados, a chefe do escritório do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Santos (SP), Ingrid Furlan Oberg, informou que todos os porto

  
  

Em audiência pública no dia 10/9, na Subcomissão dos Portos da Câmara dos Deputados, a chefe do escritório do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Santos (SP), Ingrid Furlan Oberg, informou que todos os portos brasileiros se encontram em área de preservação ambiental permanente.

Por isso, segundo ela, o Ibama deveria ter participação mais ativa na liberação de projetos de ampliação dos portos, ao invés de limitar-se a participar do processo de liberação para exportação de produtos da flora e da fauna brasileiras.

“O que hoje é apenas uma preocupação ambiental pode se transformar em problema de saúde pública no futuro”, alertou.

Além do licenciamento das obras de ampliação dos portos, Oberg levantou outras questões ambientais que mereceriam fiscalização do Ibama, mas que não têm qualquer regulamentação. Uma delas é o tratamento de resíduos das embarcações, que podem trazer para o Brasil microorganismos de pragas de outros países.

Ela defende a criação de um certificado de tratamento de resíduos, a exemplo do que é adotado em países como a Holanda.

ÁGUA DE LASTRO

Outro problema levantado pela especialista é o tratamento da água de lastro dos navios, usada como contrapeso para dar estabilidade às embarcações. Esse líquido, que muitas vezes é despejado nas proximidades dos portos, também pode conter microorganismos estrangeiros capazes de contaminar o meio ambiente nacional.

A chefe do Ibama alertou ainda para a entrada de produtos importados em embalagens de madeira não tratada. Segundo ela, um besouro chinês que chegou aos Estados Unidos e Canadá no interior dessas madeiras se transformou em praga e devorou florestas inteiras nos dois países.

Oberg informou que, no Brasil, o tratamento dessas embalagens é feito com brometo de metila. O produto, altamente tóxico, é usado no Porto de Santos em larga escala e sem nenhum controle ambiental, causando riscos à saúde dos trabalhadores que o manipulam.

Fonte: Agência Câmara

  
  

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