Prêmio de Reportagem sobre Biodiversidade e o macaco muriqui

Por Janaina Plessmann Foi realizada, no último dia nove de junho, a terceira edição do Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica, promovido pela a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica. O grande premiado da noite foi o maca

  
  

Por Janaina Plessmann

Foi realizada, no último dia nove de junho, a terceira edição do Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica, promovido pela a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica. O grande premiado da noite foi o macaco muriqui, tema das matérias que ficaram em primeiro e segundo lugares. O simpático mamífero é um símbolo da Mata Atlântica brasileira, e é conhecido por sua evoluída forma de comunicação.

Fernanda Couzemenco foi a campeã com a reportagem “Projeto Muriqui, parceira de futuro”, que ocupou 12 páginas na Revista Século de Vitória, ES. O segundo lugar foi de Carlos Fioravanti, com o artigo “Macacos quase falantes”, publicado na Revista Pesquisa Fapesp.

Além do macaquinho, uma matéria sobre a devastação da Mata Atlântica no Rio Grande do Sul ficou com o terceiro lugar. “Crimes que matam a Mata Atlântica” foi escrita pelos jornalistas Humberto Trezzi e Carlos Wagner, que a publicaram no importante jornal gaúcho Zero Hora.

Foram sete finalistas, e os outros quatro participantes receberam menções honrosas. São eles: Marcos Piveta, com o artigo “Vida Longa ao pau-brasil” (Revista Pesquisa Fapesp); Regina Scharf, com “Florestas para o desenvolvimento” (Revista Galileu); Roberta Jansen, com “Moeda brasileira para o século XXI” (jornal O Globo, do Rio de Janeiro) e Soraya Aggege, com “Rica, bonita e maltratada” (jornal O Globo). Roberta não estava presente, e sua menção foi recebida por sua colega Soraya.

O evento, em três anos de existência, já premiou mais de 20 jornalistas. Nesta edição, concorreram 54 matérias, escritas por 45 jornalistas (50% mais do que no ano passado), de 34 veículos e 13 Estados.

O fato de os primeiros lugares serem concedidos a artigos sobre o muriqui é realmente mera coincidência pois, como foi explicado no evento, os jurados, que são voluntários, avaliam as reportagens sem saber o nome de quem as escreveu, bem como do veículo em que foram publicadas. O júri deste ano contou com cinco nomes de peso do Jornalismo brasileiro: Vera Diegoli, Maria Cecilia Wey de Brito, Paulo Lyra, Roberto Villar e Patricia Palumbo.

A vencedora capixaba ganhou uma viagem para o Congresso Anual da Sociedade Norte-Americana dos Jornalistas Ambientais (SEJ), que acontecerá entre os dias 10 e 14 de setembro de 2003, em Nova Orleans, EUA. Ela também foi presenteada com um macaco muriqui, de pelúcia. O segundo lugar recebeu R$3.000, e o terceiro colocado, R$1.500.

A Aliança para a Conservação da Mata Atlântica é uma parceria das ONG’s Conservation International do Brasil e Fundação SOS Mata Atlântica, e conta com a colaboração do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e da Federação Internacional de Jornalistas Ambientais (IFEJ).

O evento também ocorre em outros cinco países, quatro da América do Sul. São eles: Peru, Colômbia, Bolívia, Guiana e Gana. Seu principal objetivo é reconhecer a excelência profissional dos jornalistas que, eventualmente, ou constantemente, cobrem temas ambientais no país, em específico os que envolvem a Mata Atlântica.

  
  

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