Prêmio Jovem Naturalista 2004 é lançado no Pará

Com a palestra `Por que estudar a biodiversidade amazônica?`, ministrada pelo pesquisador em aves amazônicas, José Maria Cardoso da Silva, o MPGE - Museu Paraense Emílio Goeldi e a CI-Brasil - Conservação Internacional lançaram na segunda-feira (24/5), às

  
  

Com a palestra `Por que estudar a biodiversidade amazônica?`, ministrada pelo pesquisador em aves amazônicas, José Maria Cardoso da Silva, o MPGE - Museu Paraense Emílio Goeldi e a CI-Brasil - Conservação Internacional lançaram na segunda-feira (24/5), às 9h, no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, Parque Zoobotânico do MPEG, em Belém (PA), a edição 2004 do Prêmio José Márcio Ayres Para Jovens Naturalistas.

Este ano, a iniciativa conta com o patrocínio das Centrais Elétricas do Pará - CELPA, que vai divulgar o Prêmio com mensagens impressas nas contas de luz.O Prêmio, lançado em 2003, tem por objetivo estimular nos estudantes paraenses, do ensino fundamental (5a à 8a série) e médio (do 1o ao 3o ano), o desejo de investigar a biodiversidade amazônica.

`De maneira geral, nós observamos que o jovem da Amazônia desconhece as riquezas naturais que o rodeiam`, comenta José Maria Cardoso da Silva, vice-presidente e diretor para a Amazônia da CI-Brasil.

`Como podemos ter adultos que saibam gerenciar esses recursos quando não os preparamos desde cedo para essa tarefa? Inspirado no legado de Marcio Ayres, o Prêmio permite que jovens paraenses tenham uma experiência científica e desenvolvam uma atitude conservacionista.`

Observando que no universo escolar a prática mais recorrente é o trabalho em equipes, o Prêmio deste ano vai aceitar trabalhos realizados por grupos de até três estudantes de ensino fundamental. Os realizadores requisitam trabalhos individuais apenas para os alunos do ensino médio.

Para aperfeiçoar sua estratégia de mobilização do ensino para a pesquisa científica e a biodiversidade amazônica, a coordenação do Prêmio também está organizando cursos de capacitação de professores nas cidades de Belém, Castanhal, Santarém e Marabá, previstos para agosto. Os professores serão indicados pelas Secretarias de Educação.

Os estudantes vencedores do ensino fundamental serão premiados com bicicletas, enquanto o vencedor do ensino médio receberá um micro-computador. Os segundos lugares, em ambas as categorias, ganharão máquinas fotográficas. Os terceiros lugares assim como os demais vencedores terão direito a kits Jovem Naturalista e publicações.

Os organizadores também concederão prêmios às escolas e aos professores orientadores dos estudantes finalistas.Para ajudar os estudantes na elaboração dos trabalhos, está disponível na internet o Manual do Jovem Naturalista, que explica como apresentar um trabalho científico.

Além disso, durante todas as quartas-feiras de junho, os estudantes poderão conhecer mais sobre a natureza da região e participar da `Pororoca da Biodiversidade da Amazônia`, evento que vai mostrar, em palestras e passeios pelo MPEG, parte da variedade de espécies animais e vegetais presentes no ecossistema amazônico.

Para os organizadores e a Secretaria de Educação do Pará, a primeira edição do Prêmio foi um passo importante para a inclusão do tema biodiversidade no conteúdo programático das escolas do Estado.

`Esta é uma iniciativa que pode ser replicada por muitas outras instituições na Amazônia. Temos certeza de que Márcio Ayres, biólogo paraense e um dos maiores expoentes da conservação ambiental, validaria esta iniciativa. Esperamos que este Prêmio revele e inspire outros importantes cientistas da natureza brasileira`, diz Peter Toledo, diretor-geral do MPEG.

Em 2003, a predominância de assuntos de Zoologia e a premiação de estudantes de municípios distantes da região metropolitana de Belém marcaram a primeira edição. Onze finalistas passaram por um rigoroso processo de avaliação.

Além de utilizar uma metodologia de iniciação científica para desenvolver o trabalho, eles tiveram que fazer uma apresentação oral de seus resultados para uma Comissão Julgadora, composta por renomados ambientalistas.

Na categoria Ensino Médio, o primeiro lugar ficou com Kauê Costa, aluno do Sistema de Ensino Universo, na capital. Kauê estudou a diversidade e o comportamento de garças encontradas em uma praça de Belém.

O segundo lugar foi concedido a Joel Júnior Rodrigues, da Escola Estadual Felipe Patroni, no município de Acará. Joel fez um levantamento das espécies e do estoque de peixes dos igarapés de Acará.

Raimundo Belém, também aluno da Escola Felipe Patroni, foi o único premiado na categoria Ensino Fundamental. Ele fez um levantamento sobre os danos provocados por insetos em estruturas de madeira.

Todos os onze finalistas e orientadores de 2003 serão convidados a conhecer, em julho deste ano, a Estação Científica Ferreira Penna, do MPEG, localizada na Floresta Nacional de Caxiuanã e uma aluna e seu orientador ainda foram premiados com uma viagem às Reservas Mamirauá e Amanã em Tefé, Amazonas.

Fonte: MPEG


  
  

Publicado por em