Produção paulista de grãos deve alcançar 7,4 milhões de toneladas

O 4º levantamento de campo realizado em abril de 2005 pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral e dados tabulados e analisados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgãos da Secretaria de Agricultura e Abas

  
  

O 4º levantamento de campo realizado em abril de 2005 pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral e dados tabulados e analisados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, mostra que a safra 2004/2005 de grãos paulistas deve sofrer decréscimo de 4,3%, devendo alcançar 7,4 milhões de toneladas, comparado a 7,7 milhões da safra anterior.

Este quadro dá-se principalmente devido às reduções do volume da soja safrinha, amendoim da seca e feijão das secas e das águas, a exemplo do que acontece em outros estados brasileiros por causa da estiagem. Já café e citros registram variações menores sem alterar o quadro geral da produção.

A redução de 65,2% na produção de soja safrinha é a grande responsável pela queda geral na produção de grãos, que girará em torno de 18,21 mil toneladas, devido à diminuição de 7,2% no rendimento.

Apesar de pequena, em torno de 20 mil hectares na última safra, a área plantada não deve passar de 7,6 mil hectares nesta atual (redução de 62,5%).

Depois de crescimentos sucessivos na produção de soja, cujas perspectivas eram de ultrapassar a marca de 2 milhões de toneladas no Estado, houve um desaquecimento na produção da cultura em muitas regiões. O mesmo aconteceu com o feijão da seca e o feijão irrigado de inverno. O primeiro apresenta queda de produção de 17,3%.

Para a cultura do algodão, devemos ter uma área de 110,3 mil hectares, 26,4% maior que a plantada no ano agrícola 2003/04, com produção de 16,4 milhões de arrobas de algodão em caroço (246,4 mil toneladas), registrando acréscimo de 14,0%, comparativamente ao ano agrícola anterior, por conta do decréscimo na produtividade agrícola, esperado em 9,8%, atribuído às adversidades climáticas prejudiciais à cultura ocorridas, principalmente, na fase de desenvolvimento da planta.

`Em algumas regiões, o problema foi mais grave, mas a aflição maior dos cotonicultores não foi a produção e sim queda de preços e aumento nos custos de insumos. Além, é claro da competitividade externa com grandes safras como é caso da Austrália`, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Duarte Nogueira.

Outro importante grão para o Estado, principalmente porque somos os maiores consumidores atribuído a nossa cadeia de produção de frango e suína - o milho, apesar do pequeno aumento esperado na área cultivada (0,5%), há expectativa de queda de 3,6% na produtividade, em relação à safra passada. A produção deve ficar em 3,43 milhões de toneladas.

A má distribuição das chuvas entre fevereiro e abril e o ataque da lagarta-do-cartucho são apontadas como as principais causas para o baixo rendimento em algumas regiões produtoras do Estado.

Quanto ao milho safrinha, estão previstos:redução de área (4,4%) e pequeno acréscimo de produtividade (1,0%), com resultado de produção 3,4% inferior, devendo ficar em 1,04 milhão de toneladas. A produção de milho deve alcançar cerca de 4,47 milhões de toneladas. No ano passado, as duas safras somaram 4,62 milhões de toneladas.

Já para o feijão as condições climáticas não foram favoráveis ao bom desenvolvimento da cultura. Assim, para o feijão da seca, neste segundo levantamento de 2004/05, as tendências são de reduções na área (16,7%), na produção (17,3%) chegando a 61,62 mil toneladas e na produtividade (0,7%).

As informações iniciais da safra 2004/05, para o feijão de inverno, apontam para uma produtividade 14,4% superior ao do ano agrícola anterior, embora seja esperada queda de 4,0% na área plantada. Com esta produtividade, a safra deve ficar em 116,04 mil toneladas em relação a 105,66 mil toneladas da safra passada.

A pequena expansão na área de trigo (3,9%), embora a comercialização da safra anterior não tenha sido satisfatória, deve-se às poucas opções de cultivo no inverno e também porque às condições climáticas não estiveram favoráveis para o milho safrinha, principal cultura concorrente por área. Esperam-se aumentos na produção (14,7%) , chegando a 143 mil toneladas em relação à última safra, que foi de 125,4 mil toneladas.

CAFÈ, LARANJA E CANA :

A produção paulista de café poderá alcançar 3,3 milhões de sacas beneficiadas, 19,5% menor que a obtida na safra 2003/04, resultante de 18,6% a menos na produtividade, principalmente por conta da
bianualidade da lavoura, em uma área de 243,6 mil hectares, 1,1% maior que a da safra passada.

Na cultura da cana-de-açúcar, as previsões para 2004/05 indicam aumentos de área (2,1%), de produção (1,8%), ficando em 245,9 milhões de toneladas e estabilidade na produtividade, em relação à safra anterior.

As previsões são de grandes acréscimos em áreas novas, principalmente para as regiões de São José do Rio Preto, Fernandópolis e General Salgado, devido aos estímulos dados ao setor sucroalcooleiro.

A colheita de laranja na safra agrícola 2004/05, em São Paulo, poderá atingir 350,0 milhões de caixas de 40,8kg, com queda de 3,0% em relação à passada, influenciada pela perda de 1,4% na produtividade, por conta das condições climáticas desfavoráveis durante a florada e o desenvolvimento dos frutos, em uma área de 668,9 mil hectares, praticamente a mesma estimada em 2003/04.

Deve-se observar que 93,2% da produção paulista concentra-se em 17 EDRs, cujas produções estão acima de 5 milhões de caixas de 40,8kg, totalizando 326,4 milhões de caixas.

Fonte: Secr . Estado da Agr. e Abastecimento de SP.

  
  

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