Produtores de flores usam vapor para elimina pragas do solo

São Paulo, 7 - Produtores de flores e plantas ornamentais estão conseguindo, com uma alternativa simples, substituir o gás brometo de metila, utilizado para eliminar microrganismos do solo, mas de uso proibido desde 1º de janeiro

  
  

São Paulo, 7 - Produtores de flores e plantas ornamentais estão conseguindo, com uma alternativa simples, substituir o gás brometo de metila, utilizado para eliminar microrganismos do solo, mas de uso proibido desde 1º de janeiro deste ano, pela sua toxicidade ao ser humano e ao ambiente. A solução consiste na vaporização de água quente durante o preparo da terra, matando microrganismos apenas com calor, sem risco ambiental e para quem aplica.

O equipamento inclui uma caldeira à lenha e um injetor. Da caldeira, onde a água é aquecida, o vapor é conduzido por uma mangueira de lona reforçada até o injetor, que possui dentes furados por onde sai o vapor. Acoplada ao injetor vai uma lona, que, conforme o injetor se desloca pelo canteiro, cobre a área vaporizada, garantindo aplicação e efeito uniformes.

A vaporização exige lenha, água e energia elétrica e é feita a uma temperatura de até 120 graus. "Conseguiremos eliminar o consumo de toneladas de brometo", diz o agrônomo Gustavo de Angeli Ferreira, responsável pelo Sítio Três Rios, em Holambra (SP), que possui 10 hectares com cultivos de gérbera, tango e celósia. O sítio foi um dos escolhidos do Programa Nacional de Eliminação de Brometo de Metila (PNB), junto com outros 26 produtores de São Paulo e Pernambuco para testar o equipamento.

"A tecnologia é da Embrapa, mas o projeto foi financiado por outros países, dentro de um programa mundial de preservação da camada de ozônio", explica o agrônomo Cesar Mauricio Torres Martinez, diretor-técnico do PNB Flores. Em 2003, foram consumidas no País 260 toneladas do gás na produção agrícola.

Martinez calcula que a vaporização proporcione uma economia de 50% para o produtor em relação ao brometo de metila. "A injeção de vapor trata 100 metros quadrados de solo/hora. Após dois dias, a área está pronta para o plantio. Cada equipamento custa cerca de R$ 80 mil", diz Martinez.

As informações são de O Estado de S. Paulo/Agrícola. (Fernanda Yoneya)

Fonte: AGÊNCIA ESTADO

  
  

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