Projeto Animalis visa o monitoramento e manutenção da fauna silvestre

A fauna brasileira, rica mas constantemente ameaçada, é alvo de projetos de manutenção de espécies desenvolvidos por organizações não-governamentais e, também, empresas. Um deles, o Projeto Animalis, é conduzido pela Faber-Castell. O projeto consiste

  
  

A fauna brasileira, rica mas constantemente ameaçada, é alvo de projetos de manutenção de espécies desenvolvidos por organizações não-governamentais e, também, empresas. Um deles, o Projeto Animalis, é conduzido pela Faber-Castell.

O projeto consiste no monitoramento e manutenção da fauna silvestre no ecossistema do cerrado mineiro. Seus resultados positivos, em pouco mais de dez anos, são um bom motivo para comemorar o Dia Mundial dos Animais, em 4 de outubro.

Os primeiros levantamentos faunísticos e ecológicos começaram entre os anos de 1992 e 1993 na área de Salto e Ponte I, os dois parque florestais de propriedade da Faber-Castell, localizados no município Prata(MG).

Desenvolvidos em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), os estudos revelaram a presença de diversas espécies de aves e mamíferos, algumas delas ameaçadas de extinção, como o papagaio-galego, tamanduá-bandeira, cuíca e o lobo-guará.

Atualmente, a Faber-Castell concluiu a terceira fase do Projeto Animalis. Mais de 5 mil hectares foram estudados e 148 espécies de aves e outras 19 de mamíferos foram encontrados.Dentre as aves, cinco são consideradas em risco de extinção, como a ema, o mutum-do-penacho, a arara-canindé, o papagaio-curraleiro e o canário-da-terra. Sete são as espécies de mamíferos em risco, como o tatu-de-rabo-mole, o tamanduá-bandeira, o tamanduá-mirim, o lobo-guará, a raposinha, a jaguatirica e a onça-parda.

Nesta terceira fase, também foi verificada a relação existente entre a fauna e as variações de tamanho e espécies de plantas que são encontradas nas áreas florestais da Faber-Castell.

A próxima etapa pretende prosseguir na identificação mais detalhada das espécies de animais que habitam os parques através da instalação de câmeras fotográficas na floresta. Fazendo isso, ficará mais fácil determinar as táticas de manejo ideais para garantir sua sobrevivência e reprodução.

O foco desta nova iniciativa são os felinos, como a Jaguatirica e a Onça-Parda e os canídeos, como o Lobo-Guará e o Cachorro do Mato, pois estes animais além de estarem ameaçados de extinção, são de difícil visualização.

Após a identificação das espécies,serão implantados nos animais coleiras que emitirão ondas de rádio via satélite,para possibilitar a identificação das áreas de caça destes animais e preservá-las .

Além do Projeto Animalis, a companhia é responsável por outros programas ecológicos, que abrangem a flora, o solo, a qualidade da água e a conscientização da comunidade local, pois somente ações integradas podem gerar resultados de preservação cada vez mais expressivos.

Fonte: X-Press Assessoria em Comunicação

  
  

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