Projeto Genoma do Rio de Janeiro já sequenciou mais de 98% de bactéria da cana-de-açúcar

A Secti - Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou nesta sexta-feira (16), em parceria com a Faperj - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro e uma rede reunindo pesquisadores de sete instituições científ

  
  

A Secti - Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou nesta sexta-feira (16), em parceria com a Faperj - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro e uma rede reunindo pesquisadores de sete instituições científicas fluminenses, os resultados da primeira fase do RioGene - Projeto Genoma do Rio de Janeiro. Trata-se do primeiro projeto de seqüenciamento genético reunindo, exclusivamente, laboratórios do Rio de Janeiro.

Segundo o professor Paulo Ferreira, já foram decifrados 98,2% da seqüência genética da Gluconacetobacter diazotrophicus, bactéria presente na cana-de-açúcar e que retira do ar o gás nitrogênio (N2) e o transforma em um sal que estimula o crescimento, repassando-o para a planta que não é capaz de fazer isso sozinha.

A bactéria, responsável pela fixação biológica do nitrogênio, também é encontrada em outras culturas agrícolas, como o café, a banana e a batata doce. Lançado em novembro de 2000, o RioGene se iniciou em abril de 2001. A fase de seqüenciamento do projeto está praticamente concluída e já é possível adiantar algumas características da bactéria estudada.

De acordo com Ferreira, a Gluconacetobacter diazotrophicus é uma bactéria unicelular, cujo cromossomo apresenta forma circular e tem 4,3 milhões de pares de bases.

"A principal diferença entre o seu genoma e o de outras bactérias são as suas características fisiológicas. Os genes da Gluconacetobacter fazem com que essa seja uma "bactéria do bem". Ela não vive no solo, apenas na planta, e não causa nenhum tipo de doença, apenas é responsável pela fixação biológica do nitrogênio", explica Ferreira.

Estudos preliminares estimam que, reduzindo em 30% a quantidade de fertilizantes nitrogenados aplicados em toda a área cultivada com cana-de-açúcar no país - cerca de 4 milhões de hectares na safra 2001/2002 - seria possível economizar em torno de R$ 100 milhões por ano.

O Brasil consome anualmente 11 milhões de toneladas de fertilizantes nitrogenados o que corresponde a uma despesa de US$ 1,8 bilhão.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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