Projeto que vai tratar dos vários ecossistemas brasileiros será lançado amanhã

A obra de Tom Jobim, que já ajudou a cantar as belezas da Mata Atlântica e do Pantanal, vai voltar seus acordes para a imensidão e a riqueza amazônicas. Amanhã , quarta-feira, dia 4 de abril, será lançado o Tom da Amazônia, terceiro projeto da série

  
  

A obra de Tom Jobim, que já ajudou a cantar as belezas da Mata Atlântica e do Pantanal, vai voltar seus acordes para a imensidão e a riqueza amazônicas. Amanhã , quarta-feira, dia 4 de abril, será lançado o Tom da Amazônia, terceiro projeto da série que vai tratar dos vários ecossistemas brasileiros.

A cerimônia de lançamento vai contar com a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do diretor-presidente de Furnas, José Pedro Rodrigues de Oliveira, do diretor-presidente da Eletronorte, Roberto Garcia Salmeron, do presidente da Eletrobrás, Silas Rondeau Cavalcante, do presidente do Instituto Antonio Carlos Jobim, Paulo Jobim, e do presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho.

Orçado em R$ 1,7 milhão, o projeto Tom da Amazônia éfruto da parceria entre Furnas Centrais Elétricas, Eletronorte, Eletrobrás, Instituo Antonio Carlos Jobim e Fundação Roberto Marinho.

Trata-se de um projeto de educação ambiental e musical quevai beneficiar 435 mil alunos de cinco estados: Amazonas, Pará, Rondônia, Acre e Goiás. Ao todo, serão 1.280 escolas e cada uma vai receber um kit educativo do Tom da Amazônia. O material foi criado para ser utilizado em diversas disciplinas do ensino fundamental.

O material didático do Tom da Amazônia foi concebido para destacar vários aspectos da região. Além de tratar da fauna e da flora, se dedica também ao desenvolvimento sustentável e, em especial, à rica cultura regional, sobretudo a dos povos indígenas.

O projeto vai possibilitar que os alunos entendam que esse imenso tapete verde se trata de um patrimônio natural e também imaterial que deve ser preservado.

O kit educativo do projeto é composto de: cinco fitas de vídeo com 13 programas - um de apresentação, dois de sensibilização (ambiental e msical) e dez temáticos, que se dedicam a Geografia, Águas, Ecologia dos ecossistemas, História da ocupação, Cultura, Povos indígenas e comunidades tradicionais, Amazônia urbana,Desenvolvimento sustentável, Áreas legalmente protegidas e Economia; um CD com músicas de Tom Jobim e de importantes compositores da região e com sugestões de atividades musicais; um caderno de musicalização com atividades educativas; três cadernos para orientação dos professores; um mapa com a cobertura vegetal da Amazônia e a demarcação das terras indígenas; e um CD-Rom com todo o conteúdo da série, além de um jogo educativo (RPG) criado especialmente para o projeto com elementos da Floresta Amazônia e personagens do folclore brasileiro.

Todo esse material didático cabe em uma charmosa maleta que facilita o transporte e a armazenagem. No entanto, seu conteúdo extrapola as fonteiras nacionais.

Afinal, ele se dedica à Amazônia: maior banco genético do mundo. A maior floresta do planeta ocupa 1/20 da superfície da Terra - o que corresponde à metade do continente sul-americano e a mais da metade do território brasileiro, incorporando os seguintes estados: Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, além do oeste do Maranhão e do norte do Mato Grosso.

Quando o assunto é água, a Amazônia não faz por menos: seu volume de águas é superior à soma dos nove maiores rios do planeta e corresponde a 15% da água doce que chega ao oceano e a 80% da que está disponível no país. Isso sem falar no enorme potencial de construção de hidrelétricas.

A diversidade cultural também pode ser sentida tão logo se chegue à região. São 220 povos nativos, 180 línguas distintas.

Cada um com suas próprias tradições, vestimentas e rituais. Isso sem falar nos seringueiros, nos castanheiros, nos pescadores, na produção da famosa cerâmica da ilha de Marajó, na alimentação típica, com pratos como o tacacá e o tucupi, nas casas de palafitas etc.

Tudo isso será descoberto pelos estudantes brasileiros, em um projeto que pretende contribuir para a formação de novas gerações mais conscientes sobre a importância da preservação dos seus bens naturais e culturais.

Fonte: Fundação Roberto Marinho

  
  

Publicado por em