Protocolo de Kyoto depende da adesão da Rússia para entrar em vigor

O Protocolo de Kyoto, que prevê a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa, só depende da ratificação da Rússia para entrar em vigor. No ínicio desta semana, o primeiro-ministro do Canadá, Jean Chrétien, ratificou o documento, depois que o

  
  

O Protocolo de Kyoto, que prevê a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa, só depende da ratificação da Rússia para entrar em vigor. No ínicio desta semana, o primeiro-ministro do Canadá, Jean Chrétien, ratificou o documento, depois que o parlamento aprovou a ratificação, na semana passada.

A adesão do Canadá encontrou resistência de grupos oposicionistas dentro do Parlamento, que atuam em favor de grupos empresariais, mas o Partido Liberal, de Chrétien conseguiu vencer esse obstáculo.

A inclusão da Rússia no grupo de países que já aderiram ao protocolo é fundamental para que as medidas entrem em vigor, na medida em que há a condição de que tenha sido ratificado por, no mínimo 55 países, inclusive os responsáveis por 55% das emissões de poluentes, em 1990.

Mais de 80 países ratificaram o documento, mas a cota dos 55% mais poluidores só fica completa com a adesão da Rússia. Recentemente, o presidente Vladimir Putin indicou que seu país logo fará parte da lista de ratificações.

O Protocolo de Kyoto foi rejeitado pelos Estados Unidos, a única nação industrializada a não ratificá-lo. Aquele país é responsável por 25% das emissões de dióxido de carbono do mundo. A decisão canadense enfraquece a posição norte-americana, no embate ambiental, de que o protocolo prejudicaria a economia do país.

Para rejeitar o acordo, o presidente George W. Bush alegou que o país sofreria prejuízos de US$ 400 bilhões e perderia 4,9 milhões de empregos. Acredita-se que Bush esperava que um de seus principais parceiros comerciais, o Canadá, seguisse a mesma linha.

Há pouco tempo, o premiê canadense havia dado mostras de que seu país não ratificaria o protocolo. No entanto, Chrétien acabou cedendo às pressões que começaram a partir da Rio+10, o encontro organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, na cidade sul-africana de Joanesburgo, para avaliar a situação mundial do meio ambiente e buscar alternativas para o desenvolvimento sustentável.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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