Receita das elétricas cresce 5,7% no primeiro semestre

A receita operacional líquida das 31 maiores empresas de capital aberto do setor elétrico brasileiro cresceu 5,7% no primeiro semestre de 2004, na comparação com o mesmo período do ano passado, subindo de R$ 16,11 bilhões para R$ 17,03 bilhões. Sem contar

  
  

A receita operacional líquida das 31 maiores empresas de capital aberto do setor elétrico brasileiro cresceu 5,7% no primeiro semestre de 2004, na comparação com o mesmo período do ano passado, subindo de R$ 16,11 bilhões para R$ 17,03 bilhões. Sem contar com o Grupo Eletrobrás, o aumento de receita do setor chega a 12,9%. Os dados constam de um estudo da consultoria Economática.

Na avaliação do presidente da Economática, Fernando Exel, esse crescimento pode ser atribuído à expansão do consumo de energia e aos reajustes de tarifas do setor. O balanço das companhias também já se reflete na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa): de 1º de janeiro a 20 de outubro deste ano, a rentabilidade média do setor foi de 14,6%, quase cinco vezes a variação do Ibovespa.

A rentabilidade das empresas do setor elétrico é menor do que a registrada pelas companhias exportadoras, beneficiadas pela alta do dólar. Ainda assim, a Eletrobrás tem sido destaque nos pregões das últimas semanas.

De 21 de setembro a 21 de outubro, das 54 ações que compõem o Ibovespa, 23 tiveram desempenho superior ao índice e a Eletrobrás ON alcançou a segunda maior valorização (18,38%).

Em relação ao lucro líquido das elétricas, quando incluídas as empresas do Grupo Eletrobrás, observa-se um aumento de 77,5%: um salto de R$ 1,03 bilhão no primeiro semestre de 2003 para R$ 1,84 bilhão, de janeiro a julho deste ano.

Apesar da expansão, a variação do dólar, que registrou uma alta de 7,6% nos primeiros seis meses do ano, acabou causando impacto negativo no lucro líquido da maioria das empresas do setor.

A oscilação da moeda americana se reflete diretamente na dívida dessas empresas, que está atrelada ao dólar. O mesmo não ocorre com Eletrobrás.

A desvalorização do real frente ao dólar repercute de forma positiva na composição do resultado da empresa, que conta com um expressivo volume de ativos, representados por financiamentos a receber, principalmente de Itaipu, indexados à moeda americana.

“Nos primeiros seis meses de 2003, como o dólar caiu, o ganho do setor cresceu artificialmente, por isso observamos uma queda do lucro do setor (exceto da Eletrobrás), quando olhamos os números desse ano”, afirma Fernando Exel.

Mesmo assim, a relação entre o lucro operacional e a dívida das empresas nos primeiros seis meses deste ano é de 6,3, maior do que os 5,1 observados no mesmo período do ano anterior. Para Exel, “o índice mostra uma recuperação na capacidade (de pagamento) do setor, mas ainda demonstra certa fragilidade.

Fonte: Agência Eletrobras

  
  

Publicado por em