Jovem designer desenvolve bancos ecologicamente corretos

A empresa começou fabricando apenas um modelo, feito só com papelão ondulado. Hoje tem oito versões, incluindo duas em que utiliza bobina industrial de papel como base e outras duas com madeira de demolição. Os Pufes são 100% recicláveis

  
  
Os puffs e bancos são confeccionados com 20% de material reciclado e 80% de matéria-prima virgem para garantir maior durabilidade

Pufes e banquinhos criativos e ecologicamente corretos, fabricados em papelão ondulado e 100% reciclável, são a principal fonte de renda do designer de produtos Mateus Machado, de Tubarão (SC). Quando tinha 24 anos, ele criou a Meu Puff Ecológico. A iniciativa passou inicialmente por uma incubadora até tomar corpo e caminhar com as próprias pernas, conquistando consumidores em todo o Brasil, por meio de uma loja virtual, 22 pontos de venda, e participações em feiras, como a Craft, a maior do setor de cartonagem, realizada anualmente em São Paulo.

Mateus conta que começou a empresa fabricando apenas um modelo, feito só com papelão ondulado. Hoje tem oito versões, incluindo duas em que utiliza bobina industrial de papel como base e outras duas com madeira de demolição. Os puffs e bancos são confeccionados com 20% de material reciclado e 80% de matéria-prima virgem para garantir maior durabilidade. O revestimento pode ser feito em algodão liso reciclável ou algodão estampado comum. “Na próxima edição da Craft, vamos lançar mais quatro modelos. Esta feira é muito importante para o nosso negócio, fazemos muitos contatos, além de vender no atacado”, destaca o jovem empresário.

O empreendimento tem capacidade para produzir mensalmente de 300 a 400 peças e vende em média 120 unidades no mesmo período. Mateus afirma que não tem vontade de produzir em escala, especialmente porque seu foco é o segmento de decoração. As peças custam de R$ 39,90 a R$ 440 (puff Baú Plus com madeira de demolição). “O modelo mais vendido é o pufe Eco 2.0, ao preço de R$ 89,90", diz o Mateus.

Além do uso de materiais ecológicos, a fabricação segue um processo mais simples. “A opção pela loja virtual também tem tudo a ver com a filosofia da marca ecológica, não tem consumo de um espaço físico. A gente quer mostrar nossos produtos em canais nacionais e atingir uma consolidação de mercado. Para isso, é preciso paciência e persistência”, avalia.

Fonte: Agencia Sebrae

  
  

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