Seminário sobre cultura do Palmito Pupunha está sendo realizado em São Vicente-SP

O palmito pupunha (Bactris gasipaes) vem se consolidando como uma alternativa rentável para os pequenos produtores da Zona Litorânea. Reciclar, capacitar e organizar os agricultores são os principais objetivos do I Seminário sobre o Palmito Pupunha no Lit

  
  

O palmito pupunha (Bactris gasipaes) vem se consolidando como uma alternativa rentável para os pequenos produtores da Zona Litorânea. Reciclar, capacitar e organizar os agricultores são os principais objetivos do I Seminário sobre o Palmito Pupunha no Litoral paulista, que está sendo realizado nos dias 16 e 17 de janeiro, e que integra um evento maior, a I Festa do Palmito Pupunha de São Vicente, que vai de 16 a 19 de janeiro, no Horto Municipal, Avenida Juiz de Fora s/n – São Vicente, que tem como meta, além do entretenimento, incentivar e difundir o consumo.

Segundo o engenheiro agrônomo Márcio Meleiro, da Casa da Agricultura de Santos, o plantio do palmito pupunha surgiu como opção de extração racional, substituindo o palmito juçara (Euterpe edulis), já que seu apelo ecológico é indiscutível. As maiores vantagens do pupunha estão na precocidade produtiva e na rusticidade.

Enquanto o juçara leva cerca de oito anos para atingir o ponto de corte, o pupunha está pronto em dois anos.Além disso, por ser uma touceira, permite muitos cortes em curto espaço de tempo, diferente das palmeiras tradicionais. Um hectare pode produzir mais que 1,5 toneladas de palmito, além de outros subprodutos.

Outra vantagem é a fácil adaptação ao clima do Litoral Paulista, o que permite a racionalidade no cultivo e a colheita durante quase todo o ano. Mas, apesar de ser uma cultura rústica, é preciso realçar certas práticas mínimas para a condução da cultura.

O agrônomo explica que a cultura do palmito pupunha foi introduzida com alternativa de produção no Litoral Sul do Estado, pela CATI – Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, em 1985. Desde então, vem demonstrando bom desempenho, boa adaptação e boa rentabilidade. Hoje, são 50 hectares integrados no Projeto, envolvendo 46 pequenos produtores. As maiores áreas plantadas no Litoral estão localizadas em Peruíbe e Itanhaém.

POGRAMAÇÃO

O Seminário sobre Palmito Pupunha no Litoral paulista conta também com uma exposição itinerante sobre o Ciclo do Palmito no Brasil. Ambos são patrocinados pelo Pronaf – Programa Nacional da Agricultura Familiar. A expectativa, segundo Márcio Meleiro, é atingir cerca de 150 produtores de regiões que tenham características favoráveis para o desenvolvimento da cultura.

No evento estão sendo abordados temas como a situação do extrativismo predatório e ilegal do palmito nativo, a cultura do palmito pupunha na América Latina, manejo de pragas e doenças, a problemática do processamento caseiro, marketing ecológico e o consumidor, os desafios da comercialização, entre outros.

Fonte: Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo

  
  

Publicado por em

Lucas almeida viana

Lucas almeida viana

21/08/2008 19:09:33
onde está sendo relizado?