Troque ou doe materiais escolares e reduza custos e impactos ambientais

Fardamentos, livros, mochilas, objetos de papelaria, são exemplos de produtos que podem ser reaproveitados para reduzir os gastos. Além de economizar, essas atitudes também contribuem para reduzir o impacto ambiental negativo

  
  

Início de ano também é sinônimo de volta às aulas nas escolas. Ou seja, hora de comprar uma série de produtos contidos nas listas enviadas pelas instituições de ensino. Mas, que tal adotar atitude sustentável, e ao invés de comprar, trocar alguns dos itens.

Fardamentos, livros, mochilas, objetos de papelaria, são exemplos de produtos que podem ser reaproveitados para reduzir os gastos. Além de economizar, essas atitudes também contribuem para reduzir o impacto ambiental negativo sobre os recursos naturais utilizados na fabricação de novos materiais a cada ano.

Para os produtos que precisam ser comprados, a dica é pesquisar os melhores preços e fazer compras de grande volume em conjunto com os pais de outros alunos, além de dá preferência aos produtos sustentáveis.

Bons exemplos

Para facilitar a vida dos pais, algumas escolas já oferecem o acesso a materiais usados, promovendo, por exemplo, feiras de livros, como faz o Colégio Ítaca, em São Paulo. A instituição recebe livros didáticos e paradidáticos e os disponibiliza gratuitamente na feira, segundo a bibliotecária e idealizadora do projeto, Marta Regina Mingardi. “Ninguém gosta de jogar fora um livro, que é algo de tanto valor. O melhor é encaminhar para doação”, afirmou ao Instituto Akatu.

Segundo Mongardi, o projeto tem atraído cada vez mais a comunidade escolar. “A feira acontece paralelamente à venda de livros novos. Muitos pais passam primeiro na feira de trocas, para depois complementarem com itens novos o que ficou faltando da lista”, indica Marta Regina.

Os pais também aprovaram a ação, a exemplo de Daniella Sparvieri, que afirma se preocupar com o desperdício de materiais. “Se um livro não vai mais ser usado, não tem porque mantê-lo em casa”. Ela afirma ainda que também se procura com a conservação do material. “Eu conservo os livros, encapo, restauro. Um caderno que não terminou, por exemplo, podemos usar no ano seguinte”, ensinou Daniela.

Já na Escola Stagium, em Diadema (SP), a coordenadora pedagógica do colégio, Greice Urtado Ilha, afirmou que são feitas recomendações sobre o reaproveitamento dos materiais na circular. “Pedimos por escrito que os pais aproveitem o material e façam a reposição somente do necessário. Também trabalhamos a conscientização nas crianças, que são o canal para a mudança”, concluiu.

Pais mais conscientes

O envolvimento dos pais nesse tipo de ação é de grande importância, já que eles são referências para os filhos, como explicou o diretor-presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar. “Imagine que a cada ano, milhares de alunos compram materiais novos para as aulas, enquanto outros descartam ou acumulam itens que não têm mais uso, ou que ficaram esquecidos em casa. Promover a troca e doação destes materiais é uma solução por meio da qual todos são beneficiados: alguns têm as necessidades básicas de material escolar atendidas sem pesar no orçamento, enquanto que outros dão melhor destino para itens que poderiam ser desperdiçados, acumulados ou jogados fora sem necessidade”, ressaltou Mattar.

Fonte: Envolverde

  
  

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