Rede de ONGs pressiona Governo para a retirada dos Sem-Terra da Estação Experimental de Mogi Guaçu

A Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação (Rede Pró-UC), entidade formada por 20 ONGs ambientalistas, está em campanha junto ao Governo de São Paulo para que retire o mais rápido as cerca de 400 famílias de Sem-Terra da Estação Experimental de Mogi Guaç

  
  

A Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação (Rede Pró-UC), entidade formada por 20 ONGs ambientalistas, está em campanha junto ao Governo de São Paulo para que retire o mais rápido as cerca de 400 famílias de Sem-Terra da Estação Experimental de Mogi Guaçu.

A Rede enviou na quarta-feira ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e ao secretário de Estado do Meio Ambiente, José Goldemberg, uma carta solicitando a retirada imediata dos Sem-Terra do local.

"A invasão de 400 famílias em uma área de pesquisa florestal da Estação Experimental é algo muito sério. Trata-se de um local protegido por Lei e o Governo não pode permitir esse tipo de ocupação", diz a diretora executiva da Rede Pró-UC, Maria Tereza Jorge Pádua.

O complexo ecológico de Mogi Guaçu, inicialmente conhecido como fazenda Campininha, é formado por 980,71 hectares que formam a Estação Ecológica de Mogi Guaçu; 3.050,41 hectares da Estação Experimental de Mogi Guaçu e 470,04 hectares da Reserva Biológica de Mogi Guaçu.

A área invadida está destinada ao plantio de 90 hectares com florestas nativas, como parte de compensação ambiental da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica e que formará um Corredor Ecológico ao longo do riacho e mata ciliar. O complexo é tido como de extrema importância para a conservação dos ecossistemas encontrados na região.

A Estação Experimental de Mogi Guaçu abriga o Arboreto Dr. Hermógenes Freitas Leitão Filho, com 1.263 espécies implantadas como banco genético; 45 hectares do Projeto de Madeira de Lei implantado em 2002, fruto da parceiria entre a Secretaria de Governo e Gestão Estratégica; pomares de produção de sementes de espécies de Pinus e Eucalipto, inúmeros experimentos e atividades científicas. Em sua área há também intensa atividade florestal, o que resultou na venda, em 2002, de R$936.446,00 referentes à madeira de Pinus e Eucalipto e Produção de Resina.

Assinam o documento as ONGs Fundação O Boticário de Proteção à Natureza – FBPN; Fundação Pró-Natureza – FUNATURA; Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza – FBCN; Fundação Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas – Fundação Pró-Tamar; Instituto Conservation International do Brasil; Instituto O Direito por um Planeta Verde; Instituto de Pesquisas Ecológicas – IPÊ; Sociedade Brasileira de Proteção Ambiental; Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS; Coalisão Internacional para Vida Silvestre - IWC/BR; Fundação Biodiversitas; Associação Caatinga; Associação Ambientalista Internacional – PANGEA; Fundação de Apoio à Vida nos Trópicos – Ecotrópica; Fundação Museu do Homem Americano – FUMDHAM; Fundação Neotrópica do Brasil; Grupo de Estudos Espeleológicos do Paraná – GEEP/Açungui; Instituto Ecoplan; Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura e Núcleo Amigos da Terra, todos integrantes da Rede Pró-UC.

Fonte: NQM Comunicação

  
  

Publicado por em