Relatório do MP vai esclarecer a problemática da queda de árvores em SP

O histórico do total de árvores que caíram, tanto em via pública quanto em edificações e veículos, no ano anterior, no município de São Paulo, desperta a atenção do poder público e, também, de especialistas da área, pela dimensão das conseqüências que os

  
  

O histórico do total de árvores que caíram, tanto em via pública quanto em edificações e veículos, no ano anterior, no município de São Paulo, desperta a atenção do poder público e, também, de especialistas da área, pela dimensão das conseqüências que os incidentes causam à população.

Em 2004, de acordo com estatísticas da Defesa Civil Municipal, 453 árvores das mais variadas espécies sofreram queda. A esse número não foram somadas, ainda, as centenas de galhos que também causam transtornos nas cidades.

Segundo Pinheiro Pedro, a poda das espécies previamente diagnosticadas como condenadas é a ferramenta mais eficaz de se evitar situações de risco nos bairros.

Para isso, o advogado vai solicitar ao Ministério Público que oficialize uma correlação do número de árvores tombadas, devido a chuvas e ventos fortes, e o número daquelas que já estavam listadas pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente para o corte autorizado.

“Assim, saberemos quantos acidentes poderiam ter sido evitados com a poda de árvores e galhos”, completa.

No entanto, a segurança da sociedade depara-se com a burocracia e a insistência do secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, em realizar consultas populares nos bairros em que os serviços de corte serão feitos.

Essa decisão vai contra a integridade física e patrimonial das pessoas, uma vez que uma reunião tardia com moradores pode resultar em uma situação caótica. Isso se agrava ainda mais ao considerarmos que, somente nos dois primeiros meses de 2005, o número de árvores caídas no município foi de 143.

Esse problema merece uma investigação detalhada para que se identifique o agente responsável pelo caos. Essa correlação feita pelo MP daria à autoridade pública a prova dos riscos a que ela está expondo a sociedade”, explica Pinheiro Pedro.

Fonte: AG Comunicação Ambiental

  
  

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