Representantes do agronegócio brasileiro consolidam propostas para Alca

Representantes do agronegócio brasileiro consolidaram no dia 12 de dezembro, propostas do setor para que sejam incluídas nas negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Entre elas questões de acesso a mercados, fim do subsídios às exportaçõ

  
  

Representantes do agronegócio brasileiro consolidaram no dia 12 de dezembro, propostas do setor para que sejam incluídas nas negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Entre elas questões de acesso a mercados, fim do subsídios às exportações agrícolas, principalmente pelos Estados Unidos, e medidas de apoio interno para o fortalecimento do setor.

As reivindicações compõem o documento entregue por representantes do setor agropecuário à Câmara Setorial dos Negócios Internacionais do Ministério da Agricultura. Agora as sugestões vão ser discutidas na reunião que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá com os integrantes da Câmara de Comércio Exterior (Camex) na quinta-feira.

Já a reunião da Alca, entre os ministros dos 37 países que devem integrar o bloco econômico das três Américas e do Caribe, ocorreu nos dias 20 e 21 em Miami, nos Estados Unidos.

O item acesso a mercados é dividido em programa de eliminação de tarifas, aceleração da eliminação tarifária, bandas ou faixas de preços, medidas não-tarifárias, negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) e salvaguardas para produtos agropecuários.

Já o segundo ponto, que trata de subsídios às exportações, divide-se em eliminação dos subsídios à exportação de produtos agropecuários no contexto da Alca e eliminação multilateral dos subsídios à exportação de produtos agropecuários.

O terceiro ítem sugere medidas de apoio interno, tais como diferenciação de tarifas para produtos a serem exportados.

Para o presidente da Comissão Nacional de Comércio Exterior da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Gilman Rodrigues, o documento apenas reforça as posições dos empresários do agronegócio nacional.

Na opinião dele, o mais importante no momento é a disposição dos países em voltar às negociações, para que elas avancem.

“Não queremos a estagnação, mas andar para frente e buscar o sucesso. Mudou a disposição brasileira e o governo está mais articulado e participativo”.

De acordo com ele, já foram superados os pontos mais críticos, “embora devamos demorar mais tempo para chegarmos a acordos com nossos parceiros”, disse.

Em documento entregue hoje ao governo, Gilman informou que os agropecuaristas sugerem salvaguardas que compensem os efeitos dos produtos agrícolas subsidiados nas economias dos demais parceiros.

“Isto nós queremos resolver, pois os subsídios acabam sendo exportados. O subsídio às exportações geram distorções no mercado internacional. Por isso, a negociação é importante, pois a Alca é uma valiosa oportunidade para a expanção do agronegócio, especialmente o brasileiro, pois temos qualidade e preços. Por isto somos competitivos”, destacou Gilman.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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