Restos de madeira vão virar brinquedo em Juína-MT

Restos de madeira das serrarias vão virar brinquedo em Juína, a 800km aonoroeste de Cuiabá (MT). Com um pouco de criatividade e arte, crianças e jovensda cidade foram convidados a participar de uma oficina de brinquedos que usaresíduos de madeira das mais

  
  

Restos de madeira das serrarias vão virar brinquedo em Juína, a 800km aonoroeste de Cuiabá (MT). Com um pouco de criatividade e arte, crianças e jovensda cidade foram convidados a participar de uma oficina de brinquedos que usaresíduos de madeira das mais de 80 madeireiras que existem e funcionam nomunicípio.

O curso será ministrado pelo Senar - Serviço Nacional de Aprendizado Rural e coordenado pelo Programa Fogo: Amazônia Encontrando Soluções. Rosana Oliveira, professora do Senar, explica que professores e artesãos tambémestão participando para conhecer novas práticas de como usar resíduos eaperfeiçoar o artesanato regional.

`Esse é um curso que estamos levandopara as principais cidades do Norte mato-grossense, onde a matéria prima jáexiste e precisa ser reciclada`, comenta Rosana.

Com madeiras mais leves eplainadas, o objetivo é criar brinquedos pedagógicos, que podem ser usados nasescolas ou vendidos . Dama, raquetes, casas de bonecas, jogo da velha, aviõesdesmontáveis e peças geométricasA reciclagem de madeira se faz necessário para um país como o Brasil que, em 2002, exportou US$1,5 bilhão em madeiras processadas.

Essa indústria, quecompreende a produção de madeira serrada e compensados para consumo interno eexportação, é composta por 99% de pequenas empresas de estrutura familiar. Soma13 mil serrarias e 320 fábricas de compensado de madeira, segundo dados daAssociação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente- Abimci.

Em sua maior parte, a madeira serrada destina-se ao mercado interno,para abastecer indústrias de móveis, de embalagens e na construção civil. Da produção anual de 13 milhões de m³, 11 milhões de m³ servem ao mercadonacional.

Nesse caso, os programas de incentivo ao artesanato são uma saída não só para areciclagem como para novas alternativas econômicas para as comunidades locais.Há quatro anos, entidades como o Sebrae tem procurado tirar os artesãos mato-grossenses da informalidade, sem contato com os lojistas dos grandes centros e sem acesso a informações sobre mercados, tecnologia e design.

O resultado é a transformação do artesanato numa atividade competitiva e auto-sustentável, geradora de empregos, mantenedora da cultura nativa ecriadora de novas oportunidades de negócios, crescimento e renda.

Fonte: ICV

  
  

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