Reunião em Santa Catarina define criação de Rede de Encalhes no Sul

Nesta sexta-feira e sábado (24 e 25), representantes de 12 instituições que trabalham com mamíferos aquáticos na região Sul do Brasil vão estar reunidos na cidade de Imbituba, Santa Catarina, para discutir a possibilidade de criação da Rede de Encalhes d

  
  

Nesta sexta-feira e sábado (24 e 25), representantes de 12 instituições que trabalham com mamíferos aquáticos na região Sul do Brasil vão estar reunidos na cidade de Imbituba, Santa Catarina, para discutir a possibilidade de criação da Rede de Encalhes de Mamíferos Aquáticos envolvendo os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O encontro acontece no Silvestre Praia Hotel e tem como anfitrião o Projeto Baleia Franca, dentro da programação da 8ª Semana Nacional da Baleia Franca que prossegue até domingo, 26, em Imbituba - 80 quilômetros ao sul de Florianópolis.

A organização do evento é do Centro Nacional de Pesquisa, Conservação e Manejo de Mamíferos Aquáticos (CMA), unidade especializada do Ibama, cuja sede é na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco.

O CMA acumula experiência de quatro anos na gestão da Rede de Encalhes de Mamíferos Aquáticos no Nordeste, a REMANE, e será a instituição responsável pela coordenação da REMASUL.

Para tanto, já está em funcionamento a primeira Unidade Executora Regional do CMA fora do eixo Norte-Nordeste. O CMA-Sul funciona no Centro de Pesquisa Pesqueira do Sul (Cepsul), em Itajaí (SC).

A REMANE é a primeira das cinco redes que vão compor a rede nacional para atendimento dos eventos de encalhe de mamíferos aquáticos. A rede nordestina deve lançar ainda este ano o primeiro protocolo publicado no Brasil que padroniza e sistematiza os procedimentos técnicos relacionados a mamíferos aquáticos.

“Essa publicação, resultado da junção da experiência prática de vários pesquisadores nacionais com os conhecimentos internacionais disponíveis, vai otimizar a implementação das demais redes, viabilizando a formação da Rede de Encalhe de Mamíferos Aquáticos do Brasil (REMAB)”, atesta o chefe do CMA, Régis Pinto de Lima, que aproveitará a reunião em Imbituba para apresentar o protocolo aos participantes.

“Fizemos uma viagem técnica pelos estados do Sul, identificando e visitando as instituições que devem compor a REMASUL. São instituições que trabalham há mais de 30 anos na pesquisa e manejo de mamíferos aquáticos.

A região Sul registra a maior ocorrência de encalhes no Brasil tanto de animais já mortos como de vivos, que em muitos casos necessitam de atendimento especializados”, comenta Julio Gonchorosky, executor regional do CMA-Sul.

Segundo Gonchorosky, é muito comum o encalhe de lobos, leões e elefantes marinhos, de botos e da baleia franca com vida na região e também é rotineiro o encalhe de animais mortos. “Só no ano passado, morreram mais de 400 toninhas no Rio Grande do Sul”, destaca ele.

OBJETIVOS DAS REDES DE ENCALHE

- Atendimento ao encalhe de Mamíferos Aquáticos

- Desenvolver, implantar e manter um banco de dados regional sobre pesquisas oriundas dos encalhes de mamíferos aquáticos;

- Fornecer subsídios técnicos na adoção de medidas de conservação e manejo das espécies que ocorrem na região;

- Apoiar projetos de pesquisa, conservação e manejo deste grupo da fauna;

- Participar de fóruns nacionais e internacionais que tratem de questões relativas a encalhes de mamíferos aquáticos.

Fonte: AssCom FMA/CMA

  
  

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