Rio Amazonas será percorrido à procura de peixe-boi

Os rios da bacia amazônica voltam a ser navegados durante 19 dias, a partir desta sexta-feira (10) em busca de informações sobre o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis - ), um mamífero aquático ameaçado de extinção. Trata-se da 8ª Expedição do Peixe-

  
  

Os rios da bacia amazônica voltam a ser navegados durante 19 dias, a partir desta sexta-feira (10) em busca de informações sobre o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis - ), um mamífero aquático ameaçado de extinção. Trata-se da 8ª Expedição do Peixe-Boi Amazônico que irá percorrer cerca de quatro mil quilômetros nas duas margens do Rio Amazonas, entre Santarém (PA) e Manaus (AM).

Esta é a segunda vez que a expedição passa por esse rio, sendo que a primeira foi entre Santarém e Belém. De acordo com a coordenadora nacional do Projeto Peixe-Boi Amazônico, a bióloga Fábia Luna, espera-se obter bastante informação sobre a ocorrência da espécie, porque muitos dos resgates são realizados nesta área situada na região limítrofe entre o Pará e o Amazonas.

“Há quem fale que esta região é que esta o berço do peixe-boi”, comenta ela, acrescentando também que, no Amazonas, a caça ao peixe-boi é bem maior do que Pará.

Durante a expedição, serão realizadas entrevistas com os ribeirinhos e pescadores a fim de levantar a distribuição geográfica e a intensidade da pressão de caça sofrida por esses animais. A espécie é classificada pelo Plano de Ação para Mamíferos Aquáticos do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis como vulnerável à extinção.

“Ao visitar as comunidades, nós realizamos uma campanha de informação ambiental com o objetivo de sensibilizá-las da necessidade de acabar com a caça, que ainda é muito intensa. Explicamos também alguns aspectos característicos da espécie como, por exemplo, que o peixe-boi não é um peixe e sim um mamífero e que ele demora a se reproduzir”, explica a bióloga.

A expedição é realizada pelo Centro Mamíferos Aquáticos/Ibama, com o apoio do Conselho Nacional dos Seringueiros, da Gerência Executiva do Ibama de Santarém e da Fundação Mamíferos Aquáticos. Este ano, conta com a participação da Secretária Estadual de Meio Ambiente do Amazonas e da Gerencia Executiva do Ibama de Manaus.

Campanha Dê Nome ao Peixe-Boi :

Quando a expedição passar pelas comunidades de Oriximiná (distante 14h de Santarém de barco) e de Urucurituba (duas horas de barco de Santarém), também será realizada a campanha “Dê nome aos bois” para a escolha dos nomes de dois filhotes machos que foram resgatados pelo Ibama na primeira quinzena de maio nas duas localidades.

Para participar da campanha, as crianças devem fazer um desenho do animal e sugerir um nome. Para o autor do nome escolhido serão dados três prêmios: um boné, um caderno e uma camisa com a marca Projeto Peixe-Boi.

O objetivo da campanha é integrar as comunidades ao Projeto. Para isso, vamos passar a mensagem que eles são fundamentais para as ações conservacionistas.

Trichechus inunguis :

O peixe-boi amazônico é um mamífero dócil que vive nos rios e igarapés da Bacia Amazônica. Quando adulto, ele se alimenta de plantas aquáticas, podendo pesar até 400 kg. Sua respiração é feita através de pulmões. E o animal pode chegar até aos três metros de comprimento.

Os peixes-bois amazônicos são protegidos pela Lei 9.605/98 de Crimes Ambientais, que protege animais silvestres. A lei prevê pena de detenção de seis meses a um ano, que pode aumentar em 50% se a espécie está ameaçada de extinção.

Além da detenção, ainda há a obrigatoriedade do pagamento de multa. Estão sujeitos a essa penalidade tanto quem caça, quanto quem vende material biológico.

Fonte: Ibama

  
  

Publicado por em

Thalissa Oliveira

Thalissa Oliveira

17/02/2009 17:02:50
Isso é muito bom para a humanidade, pois o projeto traz a concientização de todos