Rio Grande do Sul pesquisa desenvolvimento de vacinas transgênicas

Pesquisas para a produção de vacinas transgênicas para combate ao herpesvírus bovino tipo 1 e o vírus da raiva, entre outras moléstias que prejudicam a pecuária do Rio Grande do Sul, serão iniciadas pela Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro

  
  

Pesquisas para a produção de vacinas transgênicas para combate ao herpesvírus bovino tipo 1 e o vírus da raiva, entre outras moléstias que prejudicam a pecuária do Rio Grande do Sul, serão iniciadas pela Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro).

A instituição obteve recentemente o Certificado de Qualidade em Biossegurança, conferido pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), do Ministério de Ciência e Tecnologia. Com a aprovação do órgão de normatização, o Laboratório de Virologia do Centro de Pesquisa Desidério Finamor, em Eldorado do Sul, está autorizado a desenvolver estudos com microorganismos geneticamente modificados.

A técnica da transgenia consiste na introdução de um ou mais genes originários de outro animal ou vegetal em um organismo hospedeiro. O método, criado em 1968, permite que o ser vivo que recebeu o fragmento de DNA possa incorporar características consideradas vantajosas, como maior resistência a doenças ou aumento de produtividade.

Segundo o diretor-presidente da Fepagro, Carlos Cardinal, a expectativa é que se possa desenvolver vacinas mais eficazes em curto prazo.

O pesquisador Paulo Roehe, que integra a equipe envolvida no projeto, acredita que até 2004 já estará disponível comercialmente um imunizante para o herpesvírus bovino de tipo 1.

O microorganismo atinge, conforme estimativas dos especialistas do Desidério Finamor, de 30 a 50% dos rebanhos e causa aborto, falhas no cio dos animais, problemas genitais e outras dificuldades na reprodução dos rebanhos.

A vantagem dessa vacina modificada geneticamente é permitir a correta identificação dos animais infectados dos que estão apenas vacinados, pois os testes aplicados usualmente não distinguem se o anticorpo é originário de uma vacina ou é uma reação à presença do vírus que todo animal contaminado produz.

“A vacina será uma ferramenta de controle muito valiosa porque permitirá ao produtor aplicar o medicamento apenas nos bovinos que necessitam de proteção e não em todo o seu rebanho, como acontece hoje”, explica Roehe.

Outra vacina em desenvolvimento visa a erradicação do vírus da raiva de animais domésticos. A pretenção também é disponibilizá-la no mercado num prazo também curto.

O centro de pesquisa Desidério Finamor é pioneiro na produção de vacinas tradicionais contra febre aftosa, raiva, brucelose, cristal violeta, para peste suína clássica, e oleosa contra o herpesvírus tipo 1. Desde sua fundação, em 1942, é considerado uma referência no diagnóstico, tratamento e controle de zoonoses.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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