Sesc Interlagos em São Paulo propõe a cidade ideal por meio de instalacão plástica

Cidade Viva é uma maquete, que representa a cidade ideal em comparação com a perturbação dantesca dos centros urbanos contemporâneos, é o centro das discussões sobre urbanidade e desenvolvimento sustentável. A instalação integra-se ao evento. Por que,

  
  

Cidade Viva é uma maquete, que representa a cidade ideal em comparação com a perturbação dantesca dos centros urbanos contemporâneos, é o centro das discussões sobre urbanidade e desenvolvimento sustentável. A instalação integra-se ao evento.

Por que, Pra quê?, que instiga os mistérios das ciências e do meio ambiente por meio de instalações lúdicas e atividades integradas.

Por que, Pra quê?, criado e desenvolvido por artistas, cientistas e alquimistas, tem conseguido realizar o sonho do grande cientista Mário Shenberg, que sempre defendeu que ciência e arte caminham juntas.

O evento, composto por 19 instalações lúdicas pertencentes ao SESC-SP, é integrado a fóruns de debates, oficinas, animações artísticas e monitoria especializada. Propõe uma maneira divertida de encarar os desafios da ótica, som, mecânica, eletricidade e meio ambiente.

Por que, Pra quê? ganha agora a instalação ambiental Cidade Viva. Uma maquete de 1,2m de diâmetro, que propõe a cidade ideal, por uma representação simbólica da Urbe viva. Na proposta criada por uma equipe formada por técnicos do SESC e pelo arquiteto Paulo Arqueometro, produziu-se a cidade ideal, executada pela equipe de Kenji Maquete.

A proposta, que observa a preservação do meio ambiente como parte fundamental da qualidade de vida da cidade, é o que impulsiona uma organização urbana de maneira sustentável integrada a habitação, lazer e cultura, elementos da cidade estreitamente ligados.

Água pura serpenteia a organização urbana por rios limpos e vivos, que proporcionam ao cidadão o melhor proveito por vias de acesso, fontes hídricas, espaços de convivência em harmonia com a natureza, numa geografia em que a ocupação da cidade por meio de projetos ambientais pode resultar em espaços comunitários destinados ao lazer e a cultura: qualidade de vida.

A maquete tem o objetivo de provocar discussões em torno da questão meio ambiente urbano de forma lúdica e ficcional, ao mesmo tempo aponta para a mudança de paradigma necessária para a manutenção da paz, harmonia, tolerância, liberdade e desenvolvimento sustentado da humanidade como uma todo.

Ela foi concebida em forma de globo, metaforizando o planeta Terra. Na representação simbólica ganham destaques os elementos sobre o ideal humano, em contraponto ao inferno de Dante,onde o caos,desequilíbrio, egoísmo, exclusão e competição intensiva provocam a destruição do meio ambiente, do qual o homem faz parte como um todo; no inferno dantesco perde-se também o valor de referencial humano.

A instalação provoca o pensamento e a discussão de alguns eixos importantíssimos para um planejamento urbanístico adequado; a exploração da Matéria-Prima, por exemplo: como podemos conciliar o desenvolvimento com a manutenção ambiental? As indagações passam por questões como as fontes de matéria-prima não renováveis e que também são poluentes do meio ambiente, como o petróleo, a energia atômica, o gás natural, etc.

A cidade ideal prioriza as fontes renováveis de matéria prima: álcool, Couro ecológico, reflorestamento, bambu, plástico biodegradável, seringueira, Cana-de-açúcar, reaproveitamento total, etc.

Questões chaves na urbe viva são a reciclagem, a preservação ambiental, o tratamento especial aos rios e represas.

Outro ponto fundamental é a organização habitacional, em que a inclusão potencializa a convivência. Na cidade Viva não existe periferia, diferentemente da organização dantesca que empurra para o periférico os menos favorecidos, que também acabariam excluídos dos bens culturais e de oportunidades.

O lazer e a cultura são molas propulsoras para uma identidade coletiva de cidadania. Na Cidade Viva, cultura e meio ambiente são agentes de promoção do bem estar coletivo, armas para desenvolvimento e solidificação das relações, respeito e cidadania.

Estímulo à ciência e tecnologia, propiciam uma indústria não poluidora, essa apoiada em cultura de aproveitamento total e destinação correta dos dejetos. O comércio também ganha destaque integrado à cultura.

Centrais de tratamento de esgotos separam água reaproveitável de materiais orgânicos que são redirecionados à biodigestores.Os equipamentos transformam os dejetos em energia e adubo.

Educação e Saúde são outros dois pólos importantes na Cidade Viva, a Universidade e interdisciplinar propicia múltiplos conhecimentos. A saúde recebe uma atenção por tratamentos naturais, medicinas fitoterápica e holística, pois o homem integrado à Cidade Viva é muito menos suscetível aos problemas de saúde dos estressados homens do inferno dantesco.

SERVIÇO:

Av. Manoel Alves Soares, 1100 Parque Colonial

Ingressos de R$ 1,00 a R$ 7,00

Estacionamento R$ 3,00 a R$ 6,00

Quarta a domingo, das 9h30 às 17h.

Informações: 0800-118220

Fonte: Sesc - SP

São Paulo

  
  

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