Expansão de bioenergia atrai consultores

SÃO PAULO, 20 de junho de 2007 - A perspectiva de crescimento do setor de bioenergia ainda tem atraído nomes como Roberto Rodrigues e Armínio Fraga. A Gávea Investimentos lançou um fundo de private equity no ano passado,

  
  

SÃO PAULO, 20 de junho de 2007 - A perspectiva de crescimento do setor de bioenergia ainda tem atraído nomes como Roberto Rodrigues e Armínio Fraga. A Gávea Investimentos lançou um fundo de private equity no ano passado, que possui um patrimônio de R$ 200 milhões, e tem como um dos focos o setor sucroalcooleiro e de bienergia. O ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, também está estruturando um fundo para financiar projetos no segmento de álcool e biodiesel, e deverá investir em novos empreendimentos, na compra de terras e aquisições de participação acionária.

A consultoria Maxambiental vai lançar um fundo de private equity, que deve fechar a captação até o final do ano, que poderá ultrapassar a previsão inicial de US$ 50 milhões. O fundo deve contar com a participação de fundos de investimento com foco em energia renovável como álcool e biomassa.

Segundo o presidente da Maxambiental, Flávio Brando, há grande demanda nesse setor dificulta achar bons projetos na área. "Os preços das usinas estão muito elevados, o que levado alguns investidores a analisar outros mercados como África e Caribe", diz.

A elevação do preço dos ativos e a dificuldade de se encontar empresas com boa governança corporativa têm levado os fundos a optarem por projetos de greenfield. "O preço dos ativos estão de fato elevados, mas devem ser ajustados com o tempo, principalmente agora com a queda do preço do álcool, influenciado pela cotação do açúcar no mercado internacional", afirma.

A demanda por combustíveis renováveis tem crescido. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou a intenção de adotar a meta de utilização de 20% de combustíveis renováveis nos veículos em um prazo de 10 anos. A França anunciou que deve estabelecer a participação de 7% do etanol no consumo de combustíveis no país até 2010. O Japão também aprovou a adição de 3% do álcool à gasolina, porcentagem que deve chegar a 10% até 2010.

Hoje a produção de etanol alcança 17,7 bilhões de litros no ano, sendo 3,5 bilhões de litros de álcool exportado em 2006. Para Carvalho, o que impede o Brasil de ampliar sua exportação é a infra-estrutura para transporte e escoamento da produção. O setor já está se preparando para investir na logística e deve contar com investimentos privados dos fundos. A gestora Darby Stratus prepara um fundo de R$ 400 milhões, que está em fase final de captação, para investir em projetos de em infra-estrutura para o setor, como na construção de álcooldutos, por exemplo.

Atualmente existem cerca de 80 projetos a serem desenvolvidos no Centro-Sul, que devem demandar US$ 17 bilhões em investimento até 2012.

Segundo um relatório produzido pela Cleantech Venture Network, a estimativa é de que, entre 2005 e 2009, os investimentos de fundos de venture capital em tecnologias limpas em todo o mundo cheguem a cerca de US$ 10 bilhões. Somente nos Estados Unidos esse segmento deve captar cerca de 10% do portfólio total desses fundos.

(Silvia Regina Rosa - InvestNews)

Fonte: JB Online

  
  

Publicado por em