Greenpeace lança expedição para promover energias renováveis

Na manhã desta terça-feira, o Greenpeace lançou a Expedição Energia Positiva para o Brasil, que visa promover as fontes de energia renováveis e sustentáveis, demonstrando sua viabilidade técnica e a possibilidade de sua aplicação no cotidiano do cidadão c

  
  

Na manhã desta terça-feira, o Greenpeace lançou a Expedição Energia Positiva para o Brasil, que visa promover as fontes de energia renováveis e sustentáveis, demonstrando sua viabilidade técnica e a possibilidade de sua aplicação no cotidiano do cidadão comum brasileiro.

As fontes renováveis de energia oferecem inúmeras vantagens em relação às energias sujas (nuclear, carvão mineral e petróleo), como: assegurar a sustentabilidade da geração de energia a longo prazo; reduzir as emissões atmosféricas de poluentes; criar novas oportunidades de empregos; e diminuir o desmatamento de nossas florestas.

`O Brasil está pronto para substituir as energias sujas pelas renováveis, graças às inúmeras fontes energéticas disponíveis no país`, afirmou Sérgio Dialetachi, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace.

Além disso, as energias renováveis são inesgotáveis, não agridem o meio ambiente e não provocam grandes impactos socioambientais. Entre as energias renováveis, podemos destacar: solar (fotovoltaica e térmica), biogás (de lixo ou esterco ou esgoto), biomassa (restos agrícolas, serragem, biodiesel, álcool e óleos in natura), eólica (vento) e pequenas centrais hidrelétricas. A expedição vai tratar também a respeito da eficiência energética.

Energia Positiva para o Brasil

A expedição, que utilizará uma carreta movida a biodiesel e óleos in natura para transportar um contêiner de 12 metros,
percorrerá cerca de 14 mil quilômetros de estradas e contará com uma exposição multimídia sobre as energias renováveis dentro do contêiner.

O caminhão já rodou 1500 quilômetros em teste, vindo de Rio Negro no Paraná até São Paulo, atingindo a velocidade de 110km/h, com um rendimento de 4km/litro de biocombustível.

Toda a eletricidade necessária para o funcionamento da exposição e das atividades a serem desenvolvidas durante o trajeto será proveniente de 24 placas fotovoltaicas que transformam a energia do Sol, gerando 2400 Watts de eletricidade - o suficiente para alimentar simultaneamente dois computadores, um aparelho de TV, um DVD, um vídeo cassete, um Datashow e 12 lâmpadas fluorescentes. As placas estão fixadas na parte superior do próprio contêiner.

Serão percorridos 21 estados brasileiros, durante 80 dias, atravessando algumas das principais cidades do país e promovendo o potencial energético de cada região.

Em novembro, durante a passagem da Expedição por Brasília, será entregue ao governo federal um dossiê produzido por especialistas a respeito do potencial das fontes renováveis de energia no Brasil, realçando o número de empregos que podem ser gerados e o volume de recursos que pode ser movimentado.

Exposição no Contêiner

A exposição sobre energias renováveis estará aberta à visitação pública. Autoridades, personalidades e pesquisadores serão convidados a conhecer de perto o projeto. Atividades promocionais, tais como passeios ciclísticos, demonstração de tecnologias que usam energias renováveis ou produção de biodiesel ocorrerão ao redor da carreta. Palestras para grupos de estudantes e encontros com ONGs locais também serão realizadas no contêiner.

Comunidade do Iratapuru

Ao término da expedição, o contêiner e os equipamentos serão doados à Cooperativa Mista dos Produtores Extrativistas do Rio Iratapuru, comunidade localizada a 420 km de Macapá, no Amapá.

Neste local, existe uma pequena fábrica de extração de óleo de castanha, cuja produção é vendida para a Natura, que utiliza a matéria-prima na produção de sua linha Natura Ekos. O contêiner solar irá gerar energia para apoiar a atividade produtiva da comunidade.

A escolha da Cooperativa Iratapuru também se deve à sua preocupação com a conservação do meio ambiente. A comunidade acaba de obter a certificação do FSC Brasil (Forest Stewardship Council), entidade internacional que audita os processos de manejo dos ativos da natureza, para garantir que sejam sustentáveis.

A Natura, parceira da comunidade, criou um fundo de desenvolvimento sustentável da comunidade, repassando 0,5% da receita líquida obtida com a venda dos produtos que utilizam a matéria-prima proveniente de Iratapuru.

Projeto Solar Container

A expedição faz parte do projeto internacional Solar Container concebido pelo Greenpeace, que prevê a instalação de contêineres navais, adaptados e equipados com placas fotovoltaicas (capazes de gerar eletricidade a partir da luz do Sol), em comunidades isoladas e sem acesso à rede elétrica, para que estas iniciem seu processo de desenvolvimento sustentável.

Fonte: Greenpeace

  
  

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