Tecnologia que gera energia e preserva o ambiente pode chegar ao mercado em 10 anos

Em linhas gerais, a ideia é aquecer o CO2 com luz do sol (a temperaturas entre 800oC e 1300oC) até um átomo de oxigênio se desprender.

  
  

Um grupo de químicos norte-americanos está desenvolvendo um sistema revolucionário de produção de energia. Trata-se de uma tecnologia que permite utilizar o gás carbônico gerado em processos industriais para substituir o petróleo na produção de diesel, metanol e outros combustíveis.

“É um projeto fantástico, em que realizamos, de forma controlada, uma reação química similar à fotossíntese”, conta a cientista Nancy Jackson, do Sandia Laboratories, dos EUA, empresa responsável pelo projeto.

Em linhas gerais, a ideia é aquecer o CO2 com luz do sol (a temperaturas entre 800oC e 1300oC) até um átomo de oxigênio se desprender. A reação química gera o monóxido de carbono (CO), uma molécula muito energética, que está presente no petróleo.

“A partir daí, basta estocarmos essa energia em forma de CO em um fluido e teremos o combustível”, explica a cientista.

Nancy, que também preside a Sociedade Norte-Americana de Química (ACS) estima que serão necessários de oito a dez anos para que o projeto chegue ao mercado.

“Ainda precisamos encontrar o material metálico ideal para construir o reator e obter eficiência energética no processo. Estamos na transição da fase de pesquisa para a de desenvolvimento do produto”, afirma Nancy.

Ela esteve no Brasil esta semana para a 34ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), que termina hoje, quinta-feira (dia 26), em Florianópolis.

O evento, que celebra o Ano Internacional da Química, reúne mais de 4,5 mil químicos, pesquisadores e professores, e celebrou o Ano Internacional da Química.

O professor Adriano Andricopulo, secretário-geral da SBQ, destaca a importância do projeto de conversão de CO2 em combustível. “Ele aborda dois dos maiores desafios que a humanidade enfrenta no século XXI: a segurança energética e as mudanças climáticas”, diz.

Fonte: Stefanie Leipert

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