Usina-piloto de geração de energia a partir do lodo de esgoto será instalada no Rio de Janeiro

A Secretaria de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio de Janeiro e a Cedae - Companhia Estadual de Água e Esgoto do Rio de Janeiro assinaram acordo de cooperação técnica para a instalação de uma usina-piloto de geração de energia a partir do lodo de

  
  

A Secretaria de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio de Janeiro e a Cedae - Companhia Estadual de Água e Esgoto do Rio de Janeiro assinaram acordo de cooperação técnica para a instalação de uma usina-piloto de geração de energia a partir do lodo de esgoto.

O projeto, orçado em cerca de US$ 2 milhões, contará com recursos da empresa UTE Norte Fluminense, dentro de um programa de contrapartida do Estado que concede isenção de ICMS para usinas termelétricas que se instalarem no Estado, em troca de investimentos em projetos que utilizem fontes alternativas de energia.

A unidade piloto, que será instalada na Estação de Tratamento da Penha, deverá entrar em funcionamento dentro de nove meses e tem prazo mínimo de operação de 24 meses.

“Inicialmente, a usina deverá gerar 1 megawatts de energia, mas a tecnologia utilizada permite a instalação de novos geradores que poderão ampliar a sua capacidade. Esse é um projeto muito importante para o Estado, não só pela energia gerada, mas principalmente porque estaremos resolvendo uma questão preocupante que é a destinação do lodo de esgoto.

Estudos da Organização Mundial de Saúde revelam que, para US$ 4 investidos em saneamento básico, são economizados US$ 10 de investimentos em saúde pública. Além disso, o gás metano proveniente do esgoto e do lixo é um dos principais agressores da camada de ozônio”, declara o secretário Luiz Limaverde.

Segundo o secretário, o programa de contrapartida das usinas termelétricas, inédito no Brasil, tem sido um sucesso. As usinas Macaé Merchant e UTE Norte Fluminense já estão realizando vários projetos em parceira com o Estado, entre eles, a construção do Centro Tecnológico Universitário de Paracambi, na Baixada Fluminense, que já prepara o seu primeiro vestibular; a iluminação, através da energia solar, de 130 residências de Paraty, no litoral sul fluminense; um novo sistema de iluminação no Teatro Municipal do Rio; a iluminação cênica do Palácio de Cristal, em Petrópolis, na Região Serrana; iluminação de igrejas históricas no interior do Estado; e o fornecimento de um gerador de emergência a biodiesel para o Instituto Nacional do Câncer, no Rio.

O secretário de Energia disse que, levando-se em conta o fato de haver mais oito projetos termelétricos em andamento, com operação prevista para o período de 2003 a 2005, além da geração de energia que tornará o Rio de Janeiro auto-suficiente, muito ainda poderá ser feito no âmbito social e na utilização de fontes renováveis.

Fonte: AssCom Gov. do Rio de Janeiro

  
  

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