Usinas de energia minúsculas podem substituir o petróleo em alguns anos

Segundo especialistas, um metal abundante, com grande potencial energético – o Tório -, poderia acabar com o uso do petróleo

  
  

Segundo especialistas, um metal abundante, com grande potencial energético – o Tório -, poderia acabar com o uso do petróleo (e com a subsequente poluição atmosférica). Os reatores de tório podem ser a chave para uma sociedade livre do uso de combustíveis fósseis dentro de cinco anos, mas isso depende principalmente dos governos ocidentais.

Tório, nomeado em homenagem ao deus nórdico do trovão “Thor”, é muito mais abundante que o urânio e tem 200 vezes mais potencial energético. O tório é também uma fonte de combustível mais eficiente. Ao contrário do urânio natural, que deve ser altamente refinado antes de poder ser usado em reatores nucleares, o tório é potencialmente utilizável como combustível sem grandes alterações.

O tório poderia ser usado como um amplificador de energia na próxima geração de reatores nucleares, uma ideia concebida pelo ganhador do Prêmio Nobel Carlo Rubbia.

Esse amplificador seria um sistema de acelerador de partículas para produzir um feixe de prótons e chegar a protuberância do metal pesado, produzindo excesso de nêutrons. O tório, portanto, é uma boa escolha, pois tem um rendimento alto de nêutrons por nêutron absorvido.

O núcleo do tório absorve os nêutrons em excesso, resultando em urânio-233, um isótopo que não é encontrado na natureza. Isso libera energia suficiente para abastecer o acelerador de partículas, além de um excesso que pode conduzir uma usina. Resumindo, Rubbia diz que um punhado de tório poderia iluminar Londres por uma semana.

A ideia precisa ser melhorada, mas é tão promissora que pelo menos uma empresa privada já está se envolvendo no projeto. A empresa norueguesa Aker Solutions comprou a patente de Rubbia para este ciclo de combustível de tório, e está trabalhando em seu próprio projeto de um acelerador de prótons.

O projeto poderia levar a uma rede de pequenos reatores nucleares subterrâneos, produzindo cerca de 600 MW cada. Seu tamanho minúsculo é uma vantagem ao enorme aparato de segurança necessário para usinas nucleares.

Mas há um lado contrário: as usinas nucleares previstas necessitam de combustível nuclear, o que significa construir minas de urânio controversas. Tório, por outro lado, é tão abundante que é considerado um resíduo perto de outros metais raros.

O tório também resolve o problema dos tratados de não proliferação nuclear, que proíbem os processos que podem produzir ingredientes de bomba atômica. Mas, à base de tório, o acelerador só produz uma pequena quantidade de plutônio, ou seja, seria um sistema legal.

Fonte: Hypescience

  
  

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