Usinas eólicas representam economia de água e não emissão de gases poluentes

Parques eólicos cearenses evitarão, por ano, a emissão de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono.

  
  

Até o fim deste ano 17 parques eólicos estarão em funcionamento no Ceará – 14 deles são do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa) e três de programas anteriores. Juntos, os parques deverão dar ao Estado uma potência de 567,9 MW de energia elétrica a partir de fontes eólicas, representam uma economia anual de água em torno de 2,1 bilhões de metros cúbicos junto ao sistema energético do São Francisco. Os números comparativos constam de estudos realizados pela Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra) sobre energias renováveis.

Além dessa economia, uma vez que a água poderá ser acumulada para outros fins que não o de apenas fazer funcionar as turbinas das hidrelétricas formadas a partir daquele rio, os parques eólicos cearenses evitarão, por ano, a emissão de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono, que seria provocado pela derrubada de árvores para a construção de hidrelétricas. O engenheiro Renato Rolim, responsável do setor de energia alternativa da Seinfra, argumenta que o Brasil, ao investir em parques eólicos, economiza cerca de R$ 163 milhões necessários para erguer as linhas de transmissão e outros R$ 336 milhões para investimentos em geração de energia elétrica convencional.

Ao defender a expansão do mercado de energia renovável, Rolim ressalta que o Governo do Estado também busca novas fontes de energia. Uma dessas experiências é o projeto piloto de uma usina termosolar, a elaboração de um Atlas Solarimétrico e estudos das Linhas de Transmissão e Subestações de Energia Elétrica para usinas eólicas.

Entre as vantagens para a instalação de parques eólicos, Renato Rolim cita ainda o aumento da quota das barragens, a redução no aquecimento global e suas conseqüências, e principalmente, a preservação do meio ambiente. No entanto, existem dificuldades para a consolidação do setor eólico, como a compra de equipamentos, a inexistência de uma cadeia produtiva do segmento e de um programa de compra de energia gerada a partir de fonte eólica, o alto índice de nacionalização dos equipamentos exigidos pela legislação, bem como problemas de conexão com a rede básica e a de distribuição.

Atualmente, o Ceará registra 149,8 MW de potência instalada, sendo 132,4 MW provenientes dos primeiros sete parques do Proinfa já em operação e 17,4 MW das usinas eólicas anteriores ao Programa. Até o fim deste ano o Ceará deve liderar a produção eólica do País, com previsão de serem instalados sete novos parques do Proinfa totalizando 500,5 MW de potência, que se somarão aos outros três parques já existentes (Prainha, Taíba e Praia Mansa). Em abril outros três parques devem iniciar suas operações: Praia do Morgado (Acaraú), com potência de 28,8 MW; Praia Formosa (Camocim), com 104,4 MW; e Icaraizinho (Amontada), com 54,0 MW.

Assessoria de Imprensa da Seinfra

José Milton (comunicacao@seinfra.ce.gov.br / 3101.3763)

Fonte: Governo do Estado do Ceará

  
  

Publicado por em