Tuberculose ameaça povos kanamari e kulina no Amazonas

Por falta de atendimento básico à saúde, os povos Kanamari e Kulina estão sob ameaça de uma epidemia de tuberculose em suas áreas indígenas. Há um mês foi detectado um caso de meningite tuberculosa em uma criança Kanamari de dois anos de idade na aldeia M

  
  

Por falta de atendimento básico à saúde, os povos Kanamari e Kulina estão sob ameaça de uma epidemia de tuberculose em suas áreas indígenas. Há um mês foi detectado um caso de meningite tuberculosa em uma criança Kanamari de dois anos de idade na aldeia Mamori.

Por falta de recursos, as ações de profilaxia nos contatos da criança ainda não foram feitas, o que aumenta em muito um risco de epidemia na aldeia.

A situação é grave. Há cinco meses é esperada a assinatura do convênio entre a FUNASA (Fundação Nacional de Saúde) e o município de Eirunepé-AM, que possibilitaria a assistência à saúde indígena na região, conforme prevê a legislação brasileira. O convênio anterior encerrou-se em abril/2002.

Desde então, a falta de definição sobre quem será o responsável pela gestão dos recursos e execução do novo convênio para Distrito Sanitário Especial Indígena de Eirunepé vem desencadeando sérios problemas de saúde nas aldeias pela total falta de assistência.São 2.594 indígenas que estão sem nenhum tipo de atendimento de saúde.

Apesar do encerramento do convênio em abril, as equipes de saúde conseguiram prorrogar o atendimento até o mês de junho, desde então não há mais atendimento nas aldeias. Isto acarretou um aumento no número de DSTs e patologias como pneumonias, desidratação, diarréia, vômito, I.R.A e agora tuberculose.

As crianças são as principais vítimas. Neste mesmo período, oito crianças com idades entre 1 a 3 anos morreram em decorrência de doenças imunopreviníveis. O descaso criou um quadro preocupante. Em 2002, não foi possível garantir a cobertura vacinal, acontecendo sómente a primeira dose na maioria das aldeias.

Aumentaram os casos de remoções emergenciais e foram suspensas novas remoções devido a total ausência de recursos para esse fim.

Em Eirunepé, a Casa de Saúde Indígena, que acolhe e atende os casos de urgência, não tem recursos sequer para alimentar os índios, muito menos para medicá-los. A alimentação está sendo garantida pelos acompanhantes dos doentes que estão pescando para garantir a alimentação na casa, além de alimentos doados por moradores da cidade de Eirunepé.

Os recursos para o atendimento dos Kulina e Kanamari existem, mas devido a entraves burocráticos ainda não foram liberados para consolidar o convênio entre a FUNASA e Prefeitura de Eirunepé, que restabeleceria o atendimento a essas populações.

Informações: Ana Claudia ou Rosa (97) 481-1141

Fonte: Pref.Municipal de Eirunepé

  
  

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