UE exige fim do uso de antibióticos promotores de crescimento até 2005

`As indústrias brasileiras que exportam produtos de origem animal - carne de frangos, suínos e bovinos,para a União Européia têm até 2005 para deixarem de utilizar antibióticos promotores de crescimento. Se não o fizerem, perderão direito a participar des

  
  

`As indústrias brasileiras que exportam produtos de origem animal - carne de frangos, suínos e bovinos,para a União Européia têm até 2005 para deixarem de utilizar antibióticos promotores de crescimento. Se não o fizerem, perderão direito a participar desse que é o maior mercado importador de alimentos do mundo`.

A afirmação é de Jon Ratcliff, consultor de segurança alimentar e foi feita durante o 19º Simpósio Internacional da Indústria de Alimentação, realizado em Lexington (Kentucky, EUA), que terminou ontem.

Ratcliff fez sua palestra para um atento grupo de 39 representantes de indústrias de produtos de origem animal do Brasil, que esta participando do evento.

`A União Européia vive um dilema: de um lado esta cada vez mais dependente de alimentos importados. De outro, enfrenta uma impressionante pressão dos seus consumidores, que exigem que os produtos vindos de fora tenham a mesma qualidade e segurança dos itens internos`, ressalta o especialista.

Resultado: as empresas exportadoras para a UE, como as brasileiras, precisam estar ajustadas as novas exigências em termos de rastreabilidade, segurança alimentar, qualidade e responsabilidade perante o meio ambiente.

`A União Européia já baniu quase todos os antibióticos promotores de crescimento. Faltam apenas quatro, que serão proibidos a partir de 01 de janeiro de 2006. E há pelo menos três países - Alemanha, Dinamarca e Suécia - que lutam para adiantar em um ano o banimento dos derradeiros promotores de crescimento.

As indústrias brasileiras tem de agir rápido para não correr o risco de ficarem de fora desse importante mercado`, afirma Guilherme Minozzo,diretor da Alltech do Brasil,empresa de soluções naturais para alimentação e saúde animal, responsável pela coordenação da vinda dos profissionais de indústrias brasileiras para o Simpósio Internacional da Indústria da Alimentação, em Lexington (EUA).

O Simpósio, aliás, recebe a presença de 1.083 participantes de 64 diferentes países. Durante três dias, foram feitas mais de 80 apresentações envolvendo segurança alimentar e os mais recentes avanços em soluções naturais para a indústria de alimentação animal.

Fonte: Texto Assessoria de Comunicações

  
  

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