UFF desenvolve projetos para construção de casas populares

Urbanização de favelas e de loteamentos irregulares, construção de moradas populares e intervenções urbanísticas em assentamentos consolidados. Esses são alguns dos projetos desenvolvidos pelo professor Gerônimo Emílio Almeida Leitão, junto com alunos do

  
  

Urbanização de favelas e de loteamentos irregulares, construção de moradas populares e intervenções urbanísticas em assentamentos consolidados. Esses são alguns dos projetos desenvolvidos pelo professor Gerônimo Emílio Almeida Leitão, junto com alunos do curso de Arquitetura da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Ele afirma que, apesar de os projetos terem sido premiados pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) - como a premiação `O Aquiteto do Amanhã` -, ainda não foram implementados, principalmente em função da precariedade das condições financeiras dos municípios nos quais serão aplicados e pela falta de conscientização do poder público com relação ao papel exercido pela universidade.

Segundo Gerônimo Leitão, na disciplina de Projeto de Habitação Popular, são feitos trabalhos com os alunos para o desenvolvimento de projetos e intervenções urbanísticas em assentamentos consolidados, urbanização de favelas e de loteamentos clandestinos.

Nestes últimos projetos, são sempre apresentadas propostas de unidades habitacionais para reassentamento, isto é, as famílias são retiradas das áreas de risco que ocupam e transferidas para outros locais. Nesse caso, é apresentado um projeto de moradia popular.Algumas comunidades da Região Metropolitana do Rio solicitaram os projetos.

`Temos estabelecido parcerias com as prefeituras dessas áreas, como as de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e até Maricá. Mas as associações de moradores, infelizmente, não se incluem nesses trabalhos porque ainda não reconhecem o papel que a universidade pode desempenhar.

Apesar de dizer que não tem nenhum preconceito com relação às tecnologias alternativas de construção, Leitão prefere trabalhar com materiais convencionais, considerando as características socioeconômicas de uma determinada área e utilizando materiais reconhecidos pela população como os mais adequados.

`Por exemplo`, enfatiza ele, `o bambu pode ser utilizado em construções, mas é provável que moradores de um assentamento em uma favela de São Gonçalo, no Grande Rio, não aceitem uma solução tecnológica como essa para a construção de suas casas.O que eles conhecem é o tijolo, a laje de concreto pré-moldada, a estrutura de concreto de vigas, pilares e fundações`.

O professor ressalta, porém, que se houver oportunidade de aplicar outra tecnologia, isso certamente será considerado, de acordo com a conveniência e a aplicabilidade necessárias.Sempre que possível, Leitão leva os alunos à Rocinha, local escolhido para desenvolver sua tese de doutorado.

A pesquisa sobre a Rocinha abrange a produção da moradia local ao longo de 50 anos, e pretende discutir o que mudou na favela durante esse período. De acordo com ele, no início dos anos 1970, a Rocinha era uma favela de madeira, precária, basicamente residencial e com pouco comércio.

Hoje, tem prédios de até seis pavimentos, além de gigantesca diversidade comercial. Aquilo que antes era de uma precariedade absoluta, hoje é uma cidade que tem regras próprias e paralelas, que se aproximam daquelas existentes na cidade oficial. Por meio de sua tese, ele espera contribuir para que se entenda a dinâmica particular da produção da moradia nas favelas, a partir da Rocinha.

Fonte: Ascom UFF


  
  

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Daiana

Daiana

28/12/2008 18:29:35
O que tenho a dizer é somente parabenizar o professor Geronimo pelo projeto.Tudo que vem de encontro para o bem vale a pena ser desenvolvido e concretizado. Infelismente existem algumas inuteis burocracias e nos deparamos também com a ignorancia de alguns cidadãos.
Quero salientar ao professor que moro no morro do estado em Niteroi numa casa feita de pau-apique que se encontra em pessimo estado. Gostaria muito de poder conhecer este projeto de perto e quem sabe até participar.
Aguardo por algum retorno.
Abraços.