Unesco e WWF-Brasil assinam parceria para gestão de Sítios do Patrimônio

A gestão integrada dos Sítios do Patrimônio da Natureza no Brasil ganha mais força a partir de hoje. A assinatura ocorreu no dia 27/2, de um protocolo de entendimento entre a Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO - sigla

  
  

A gestão integrada dos Sítios do Patrimônio da Natureza no Brasil ganha mais força a partir de hoje. A assinatura ocorreu no dia 27/2, de um protocolo de entendimento entre a Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO - sigla em inglês) e o WWF-Brasil está inserida no contexto de um projeto para fortalecer o sistema de gestão em cinco dos sete Sítios do Patrimônio Natural localizados no Brasil, que deverá ser lançado em breve pelo governo brasileiro.

O acordo sendo assinado entre a UNESCO e o WWF-Brasil faz parte de um programa do Ministério do Meio Ambiente entitulado: `Programa para a Conservação da Biodiversidade nos Sítios do Patrimônio Mundial Natural no Brasil`. Com duração de no mínimo 10 anos, trata-se de um programa de ações de consolidação de Sítios do Patrimônio executadas por parceiros.

Promove atividades de caráter transversal, que vão desde o monitoramento da vida selvagem à educação ambiental e capacitação técnica, administrativa e financeira para gestores dos sítios e as comunidades localizadas nos seus entornos.

Financiado com contrapartida de um para um da Fundação das Nações Unidas (UNF - sigla em inglês), governo e parceiros, o valor total do projeto é de US$4,5 milhões, cabendo à UNF 50% do montante. O restante vem de uma composição de fundos do MMA/Ibama e das organizações não governamentais rede WWF, Conservation International (CI) e The Nature Conservancy (TNC).

Uma componente de particular importância para o projeto será a busca da sua sustentabilidade a longo prazo. Almeja-se a construção de um fundo de áreas protegidas, que banque a manutenção e gestão dos Sítios.

O Programa Nacional foi elaborado em resposta do Brasil a necessidade de conservação do seu patrimônio histórico, cultural e natural, reconhecido pela Convenção do Patrimônio Mundial, oficializada pela UNESCO em 1972.

Adotada pela grande maioria dos 86 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU), a convenção tem a finalidade de garantir a proteção das obras e áreas de grande interesse para a história da Terra ou da cultura da humanidade. Cada país que passa a integrar essa Convenção deve buscar proteger esses sítios, selecionando-os e garantindo a soberania sobre esses bens.

Sede de mais de um terço das florestas e da biodiversidade do Planeta, o Brasil detém em seu território um leque de áreas de valor incalculável para os brasileiros e para a humanidade. Ao mesmo tempo, a realidade econômica , de educação e cultural de grande parte da população do País - especialmente a que vive em áreas adjacentes ou próximas aos Sítios do Patrimônio - limita a proteção dessas localidades.

`O maior desafio para nós é internalizar nas comunidades que vivem no entorno o valor das áreas onde vivem e envolvê-las na gestão dessas áreas para a conservação`, disse Helena Maltez, coordenadora do Programa da Mata Atlântica do WWF-Brasil.

A contribuição do WWF-Brasil ao projeto integra um vasto programa de capacitação, gestão e comunicação, que abrange desde questões emergenciais e críticas como caça, atropelamento de animais e fogo até a gestão integrada dos sítios de maneira geral, passando por capacitação de gestores, capacitação de comunidades e apoio a atividades sustentáveis de baixo impacto no entorno dos sítios.

O WWF-Brasil traz ao programa a sua área de excelência no planejamento ecoregional, contextualizando o papel dos sítios na paisagem. Trabalha-se a capacitação de gestores ambientais na Mata Atlântica, capacitação para atividades de valor econômico agregado sustentáveis no entorno dos Sítios e projetos de rehabilitação da paisagem nas regiões de influência dos sítios.

`Nós consideramos que a conservação dos serviços ambientais e da biodiversidade a longo prazo ocorre quando o planejamento é feito na escala de paisagem, dando sentido às ações locais`, ressaltou Maltez.

Fonte: AssCom WWF-Brasil

  
  

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