União Européia sinaliza para aprovação de OGMs

Mesmo com o aumento do rigor em relação à rotulagem, a União Européia parece estar iniciando, aos poucos, uma nova política em relação à comercialização de produtos advindos da biotecnologia. Tanto o Reino Unido quanto a França defenderam, em dezembro de

  
  

Mesmo com o aumento do rigor em relação à rotulagem, a União Européia parece estar iniciando, aos poucos, uma nova política em relação à comercialização de produtos advindos da biotecnologia. Tanto o Reino Unido quanto a França defenderam, em dezembro de 2002, a aprovação de organismos geneticamente modificados.

Na Grã-Bretanha, o ACRE (Advisory Committee on Releases to the Environment - Comitê Consultivo para Liberações no Ambiente da Grã-Bretanha) defendeu em audiência a aprovação da comercialização do milho geneticamente modificado tolerante a herbicida.

O ACRE é um comitê científico que aconselha o governo britânico em relação a possíveis riscos dos organismos geneticamente modificados e, desde 1996, vem recomendando o uso do milho transgênico, depois de ter realizado diversas avaliações de risco com o produto.

A audiência realizada no início de dezembro visava a responder as questões levantadas pelo grupo ambientalista Friends of the Earth (FoE). Segundo o ACRE, `não foi apresentada nenhuma evidência que alterasse a prévia avaliação do milho geneticamente modificado`.

A conclusão do ACRE foi aceita pelo ACAF (Comitê Consultivo para Alimentação Animal do governo britânico). Com isso, é esperado que o Reino Unido aprove, em breve, a comercialização do milho geneticamente modificado para alimentação humana e animal.

A França também deu um passo em direção à aceitação dos transgênicos: um estudo divulgado pelo governo francês concluiu que não há provas de que os OGMs sejam prejudiciais ao ambiente ou à saúde.

O documento foi escrito por dez pesquisadores e liderado pela Academia Francesa de Ciências. O objetivo do estudo, realizado em dois anos, é encorajar a aprovação do plantio comercial dos transgênicos na União Européia, onde a moratória foi instaurada em 1998.

Os cientistas franceses afirmam, ainda, que as críticas aos transgênicos não têm embasamento científico.O documento do ACRE pode ser encontrado no site do comitê.

Fonte: CDI

  
  

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